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domingo, 28 de fevereiro de 2010

Vamos transformar nosso planeta

BLOGAGEM COLETIVA

A proposta dessa Blogagem Coletiva é para celebrar o primeiro aniversário do blog de nossa amiga Andréia,  Devaneios do Cotidiano:

http://andreia-devaneios.blogspot.com

O que eu faria?...
O que mudaria?...
Certa vez, um aluno amigo, poeta e compositor Daniel Duarte, comoveu-me  profundamente com um  poema, com os dizeres, mais ou menos assim: "Por mais absurdo ou louco que possam parecer seus sonhos e ideais, lute por eles. E, se disserem para você que para realizá-los VOCÊ TERÁ QUE DESTRUIR SOZINHO A MURALHA DA CHINA COM UMA COLHER, VÁ LÁ E FAÇA-O!!!"

Vivo para transformar...
Sou simplesmente desse jeito: não espero que façam por mim aquilo que eu mesma devo fazer, e não me quedo também diante de qualquer dificuldade, principalmente se for para o bem do meu próximo. Vou à luta, arregaço as mangas, e, apesar dos inúmeros limites humanos que possuo, esqueço que sou limitada, arrebento as cadeias e os grilhões que por ventura me prendam e aí ninguém me segura.

Ensinaria pelo exemplo, e lhes diria carinhosamente que UMA ATITUDE apenas, é suficiente. E não são palavras somente aqui: sou uma pessoa de atitude, pois aprendi desde cedo que "pequenos gestos, aparentemente banais, geram benefícios em cadeia", como afirma Caroline Venturelli.

Amo viver e não sei conceber a Vida a não ser assim! Tenho visto isso acontecer, sinto e sei que arrasto pessoas, e quando eu me levanto, muitos se levantam comigo!


Então, deem-me uma muralha!!!
E lhes mostrarei se não a destruo, não sozinha, mas com esse efeito em cadeia, instigando outros, sensibilizando para que venham comigo, convencendo-os através do amor e do exercício de sua liberdade de escolha.

(Obrigada, Andréia, pela rica oportunidade dessa blogagem).

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Série - Bibliotecas IX


BIBLIOTECA NACIONAL DO RIO DE JANEIRO




A Biblioteca Nacional, também chamada de Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, é a depositária do patrimônio bibliográfico e documental do Brasil, considerada pela UNESCO como a oitava biblioteca nacional do mundo e, também a maior biblioteca de língua portuguesa e da América Latina.



A história da Biblioteca Nacional inicia-se antes de sua fundação propriamente dita, pois em 1 de Novembro de 1755, Lisboa sofreu um violento terremoto, que marcou a sua história, e que deu origem a um grande incêndio que atingiu, entre outros edifícios, o da Real Biblioteca, também conhecida como Real Livraria, considerada uma das mais importantes bibliotecas da Europa, àquela época. A esta perda quase irreparável para os portugueses seguiu-se um movimento para sua recomposição, que foi prevista entre as tarefas principais e mais urgentes para reconstruir Lisboa após o incidente de 1755.


Para levar a cabo essa missão, o rei D. José I de Portugal e o ministro Marquês de Pombal empenharam-se em juntar o pouco que sobrara da Real Livraria e a organizar, no Palácio da Ajuda, uma nova biblioteca, que se tornou importante pela composição de seu acervo que, em 1807 reunia cerca de sessenta mil peças, entre livros, manuscritos, incunábulos, gravuras, mapas, moedas e medalhas.

Este acervo foi aquele trazido ao Brasil após a vinda da família real em 1808, em consequência da invasão de Portugal pelas tropas francesas comandadas por Junot.

O acervo, na mudança para o Rio de Janeiro, foi trazido em três etapas, sendo a primeira em 1810 e as outras duas em 1811. A biblioteca foi acomodada, inicialmente, nas salas do andar superior do Hospital da Ordem Terceira do Carmo (de acordo com o Alvará de 27 de julho de 1810), localizado na antiga rua de trás do Carmo, actual rua do Carmo, próximo ao Paço Imperial. As instalações, no entanto, foram consideradas inadequadas e poderiam por em risco tão valioso acervo assim, em 29 de Outubro de 1810, data que ficou atribuída à fundação oficial da Biblioteca Nacional, o príncipe regente editou um decreto que determinava que, no lugar que havia servido de catacumbas aos religiosos do Carmo, se erigisse e acomodasse a "minha Real Biblioteca e instrumentos de física e matemática, fazendo-se à custa da Real Fazenda toda a despesa conducente ao arranjamento e manutenção do referido estabelecimento".















As obras para nova edificação da Biblioteca só terminaram em 1813, quando foi transferido o acervo. Enquanto se efetuava o processo de instalação dos livros, que se iniciou em 1810, a consulta ao acervo da Biblioteca já podia ser realizada por estudiosos, mediante consentimento régio e, em 1814, após o término da organização do acervo, a consulta foi franqueada ao público.


Vista Aérea


Oficialmente estabelecida, a Biblioteca continuou a ter o seu acervo ampliado de maneira significativa, através de compras, doações, principalmente, e de "propinas", ou seja, pela entrega obrigatória de um exemplar de todo material impresso nas oficinas tipográficas de Portugal (Alvará de 12 de Setembro de 1805) e na Impressão Régia, instalada no Rio de Janeiro.
Essa legislação relativa às propinas foi sendo aperfeiçoada ao longo dos anos e culminou no Decreto n.º 1.825, de 20 de Dezembro de 1907, chamado vulgarmente Decreto de Depósito Legal, ainda em vigor.

Com a morte de D.ª Maria I, em Março de 1816, teve início o reinado de D. João VI, que permaneceu no Brasil até 1821, quando circunstâncias políticas o fizeram retornar a Lisboa com a Família Real, à exceção de seu filho primogênito. Aqui também permaneceu a Real Biblioteca. Nessa época ela já crescera muito e, após a Independência, em 1822, passou a ser propriedade do Império do Brasil, pois sua compra consta da Convenção Adicional ao Tratado de Amizade e Aliança firmado entre Brasil e Portugal, em 29 de Agosto de 1825. Pelos bens deixados no Brasil, a Família Real foi indenizada em dois milhões de libras esterlinas; desse valor, oitocentos contos de réis destinavam-se ao pagamento da Real Biblioteca, que passou, então, a chamar-se Biblioteca Imperial e Pública da Corte.

















Em 1858, a Biblioteca foi transferida para a rua do Passeio, número 60, no Largo da Lapa, e instalada no prédio que tinha por finalidade abrigar de forma melhor o seu acervo. (Atualmente, com algumas modificações, esse edifício abriga a Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro).
Como seu acervo continuava a ampliar-se com as doações, aquisições e através de contribuição legal, compra de coleções de obras raras em leilões e em centros livreiros de todo o mundo, em breve tornou-se necessária a sua mudança para outro edifício, mais adequado às suas necessidades presentes.

Manuscritos
(carta do século XVIII)


A seção de Manuscritos contém documentos como cartas, atas e livros escritos à mão. Alguns pertencem ao período medieval, porém a maioria corresponde ao Brasil colonial.


Escadaria interior



O crescimento constante e permanente do seu acervo foi fundamental para a realização deste projeto de construção de uma nova sede que atendesse a todas as necessidades da biblioteca, para poder acomodar de forma adequada as suas coleções.
Com base neste pressuposto, foi projetado o seu atual edifício, que teve a sua primeira pedra lançada em 15 de Agosto de 1905, durante o governo de Rodrigues Alves. A inauguração realizou-se em 29 de Outubro de 1910, durante o governo Nilo Peçanha.
O edifício da Biblioteca Nacional, cujo projeto é assinado pelo engenheiro Sousa Aguiar, tem um estilo eclético, no qual se misturam elementos neoclássicos e "art nouveau", e contém ornamentos de artistas como Eliseu Visconti, Henrique e Rodolfo Bernardelli, Modesto Brocos e Rodolfo Amoedo. Fica situado na Avenida Rio Branco, número 219, praça da Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro, e compondo com o Museu Nacional de Belas Artes e o Teatro Municipal um conjunto arquitetônico e cultural de grande valor.


Pinturas e Partituras










Em 23.05.2007 foi publicado no «PORTUGAL DIGITAL» um artigo sobre o riquíssimo acervo da Biblioteca Nacional Brasileira, no Rio de Janeiro;  aqui, na sua integra, para leitura:

“Brasília - A Fundação Biblioteca Nacional (BN) é uma das mais antigas instituições públicas brasileiras. Foi instalada oficialmente no Rio de Janeiro em 1810, a partir do acervo da Real Biblioteca de Portugal, trazido pela corte do príncipe regente Dom João, em 1808. É hoje a maior fonte de pesquisa em livros, jornais e periódicos do país e tem a função de ser a depositária da memória bibliográfica e documental do Brasil.

Toda obra publicada no país precisa ter pelo menos um exemplar arquivado na BN. Com um patrimônio superior a 9 milhões de itens foi considerada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) como a 8ª maior biblioteca do mundo.

Instalada em um imponente prédio estilo ecléctico (onde se misturam elementos neoclássicos), na Avenida Rio Branco, no Rio de Janeiro, abriga verdadeiras raridades da literatura. Obras impressas nos primórdios da invenção da imprensa, como a Bíblia Mongúncia (Bíblia Latina, já mencionada aqui), publicada por Gutenberg e seus sócios, em 1462, é considerada pela chefe da Divisão de Obras Raras (Diora), a bibliotecária Ana Virgínia Pinheiro, como uma das peças mais raras da divisão. Existem apenas outros 60 exemplares conhecidos desta bíblia em todo o mundo.

Há na Biblioteca Nacional obras ainda mais antigas, escritas a mão sobre pergaminho, como O Livro dos Evangelhos, do século XI, escrito em grego e considerado o livro mais antigo na América Latina. O conjunto de obras impressas mais antigas datam do século XV, são os 'incunábulos', livros publicados nos primeiros 50 anos da invenção da tipografia por Gutenberg, e publicados até o ano de 1500. Todos já ilustrados anteriormente aqui, em Curiosidades sobre bibliotecas.

A maior parte deles está depositada na Diora, onde podem ser consultados por pesquisadores especializados. “A Biblioteca não estimula visitas às coleções especiais (Obras Raras, Manuscritos, Cartografia, Iconografia e Música). Recebe o pesquisador que tem interesses de pesquisa bem definidos e que traga carta de apresentação assinada pela instituição onde desenvolve a pesquisa ou de próprio punho, a título de declaração de idoneidade para consulta a acervo tão precioso”.












Obras raras

A Divisão de Obras Raras guarda livros publicados entre os séculos XV e XVII e tem a missão de salvaguardar o acervo precioso da Biblioteca Nacional. Calcula-se que existam hoje mais de 70 mil obras na seção, em dois quilômetros de prateleiras. Na apreciação do acervo realizada em 1946, foram identificados 18 mil volumes na Diora. Os livros, alguns em pergaminho, são escritos em grego, latim, árabe, hebraico e línguas arcaicas ou mortas.

O acesso restrito ao acervo da Diora se explica pela necessidade de proteger e preservar documentos únicos, datados, alguns deles, antes mesmo do descobrimento do Brasil. Os estudos são feitos através de microfilmes e material digitalizado, na falta destes, a consulta é direto no original.

A Divisão de Obras Raras está em processo de Renovação...O  PROJETO FÊNIX, sob o patrocínio do BNDES irá viabilizar a conservação desses tesouros...


Livros Raros
O Depósito Legal é a principal fonte de captação de obras para a BN, mas as peças mais antigas e de grande valor histórico foram obtidas por meio de doações. A maior delas foi a coleção Dona Tereza Cristina Maria doada pelo imperador Dom Pedro II, quando estava no exílio em Portugal, em 1891. São mais de 48 mil peças, entre livros, manuscritos, partituras, gravuras, desenhos, fotografias e mapas. As coleções doadas à BN são privilegiados instrumentos de pesquisa sobre a história do Brasil.

Natureza na Biblioteca



Título: Resumo do sistema sexual botânico.
Folha de rosto.
Coleção: Castelo Melhor
Localização: Manuscritos I-13,2,13
Copyright: Fundação Biblioteca Nacional (Brasil)




(jenipapo e rubiaceae-flora brasileira-obra do explorador Alexandre Rodrigues Ferreira)



Lei Depósito Legal

Essa Lei determina que as editoras enviem à Biblioteca Nacional 01(um) exemplar de udo aquilo que produzem. Assim, a Biblioteca acaba por disponibilizar pelo menos 01(um) exemplar de cada obra publicada no país.

A Fundação Biblioteca Nacional conta com duas filiais: a Biblioteca euclides da Cunha, também no Rio de Janeiro, e a Biblioteca Demonstrativa de Brasília, que fica no Distrito Federal.

E não fica só nisto! A Fundação Biblioteca Nacional apoia mais de três mil bibliotecas em todo o território brasileiro , doando livros para os arquivos e treinamento para as pessoas que vão trabalhar.
Há também o PROLER- Programa Nacional de Incentivo à Leitura, criado em 1992 para realizar oficinas e orientar a formação de grupos de leitores de todas as idades.

Para pesquisar, é só chegar à recepção, identificar-se e informar o tipo de consulta que deseja fazer. Você será então encaminhado para a divisão de publicações seriadas, onde se consultam jornais e revistas, ou à Seção de Referência, onde se tem acesso direto a dicionários e enciclopédias, ou, ainda, ao Salão de Leitura,  onde se pode escolheros livros através de catálogos ou de terminais de computadores.
Mais detalhes? Então você irá para uma das Divisões de Acervo Especializado: Obras Raras, Iconografia, Manuscritos e Música. Nessas quatro seções, encontra-se a maior parte dos chamados "tesouros" da Biblioteca Nacional.

Fontes:
Ana Lúcia Merege (BN)
http://www.bn.br

Para consultar a Biblioteca Nacional,  você pode fazê-lo através de carta, fax, telefone ou e-mail à Divisão de Informação Documental.
Pela Internet, pode também consultar os catálogos on-line da Biblioteca, cujas obras foram registradas a partir de 1982 e boa parte do acervo especializado. Através do site, você pode ver fotos da sede, visitar as salas, conhecer as principais cololeções e até mesmo ver alguns dos chamados "tesouros da biblioteca".



O endereço é:
http://www.bn.br
Viaje com amor por esse maravilhoso site!!! É uma delícia passear por ali, um lugar onde a cultura impera.

Contato com a Biblioteca:
Av. Rio Branco, 219, Centro, CEP  20040-008, Rio de Janeiro - RJ.
Fone: (5521) 3095 3879
Fax:   (5521) 3095 3811
E-mail: gabinete@bn.br        
Se a sua ESCOLA deseja agendar uma visita guiada, ligue: (0XX21)2220-9484.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Acordar e Adormecer Palavras...


Enquanto aguardamos sair "do forno" o último post sobre Bibliotecas, vamos de... Palavras!!!
ACORDO hoje para você: amar, respeito, flores,  abraço.
E faço ADORMECER: choro, culpa, minto, ausência.
e VOCÊ? Qual  palavra  acorda para mim hoje? E que palavra vai adormecer?...

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Série - Bibliotecas VIII


BIBLIOTECA POTE DE MEL


Meus queridos!
Aqui vocês já viram de tudo um pouco...
Biblioteca na praia...
Biblioteca em cabine telefônica...
Biblioteca em prédio que antes havia sido um presídio...

Mas....  Biblioteca em...panificadora???...Onde está esse tesouro? 
Isso mesmo!
Jornais já noticiaram ( muitas vezes) sobre  a "Biblioteca Pote de Mel", e muitos de nós já tínhamos ouvido falar sobre ela...uma biblioteca livre onde pega-se um livro sem precisar fazer cadastro e pode devolver quando quiser”.
É tudo de bom!!!


Conheçam um pouco da história do criador dessa magistral ideia...
Alessandro Martins, idealizador da Pote de Mel, é jornalista, editor de blogs, admirador de Jorge Luís Borges e tem como filme predileto Magnólia, de Paul Thomas Anderson. Sua música preferida: o primeiro movimento da primeira Suíte Para Violoncelo de Bach. Nem precisa dizer que é um rapaz de extremo bom gosto e superculto, não é, amigos?...
Ele foi muito gentil e autorizou-me a colocar aqui suas fotos ( olhem a simpatia!)...





Re: [Livros e Afins] Contato pelo Site?



De: Alessandro Martins (alessandro1973@gmail.com)
Enviada: segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010 11:32:33
Para: Graça Lacerda (mglacerda-pa@hotmail.com)
"Muito obrigado!
Fique à vontade. Será uma honra.
Abraços do Ale.
__________________________
Alessandro Martins - Curitiba - Paraná - Brasil"

Sabem o  que mais me chama a atenção em Alessandro e que me encanta profundamente nele? É quando ele afirma que possui como meta... “encher a cidade de bibliotecas livres”. Não é um sonho isso??? Simples assim...
São palavras dele:
[...]vou para a Panificadora Pote de Mel, peço um café, um pão com manteiga e abro um livro.
Foi natural ter surgido ali, onde sou tão bem recebido, a idéia de fazer uma biblioteca livre onde você pode pegar um livro sem fazer nenhum tipo de cadastro e devolvê-lo quando quiser. Sei que muitos desses livros podem desaparecer da prateleira, mas estou pronto para isso. Na verdade, até conto com isso, pois acredito que livros devem circular. Muitos eu poderei repor com outros títulos e talvez a biblioteca até receba doações mais adiante.[...]
O acervo hoje conta com um grande  número de livros; em sua maioria, doação.
Cada um deles traz a seguinte mensagem:
“Biblioteca Pote de Mel
Funcionamento
1. Leve este livro para onde quiser durante o tempo necessário;
2. Cuide dele. Depois de ler, devolva;
3. Este livro não deve pertencer a ninguém;
4. Se ele estiver em prateleira particular, leve-o, leia-o, passe-o adiante ou devolva à Biblioteca Pote de Mel;
5. Se quiser, doe um livro para a Biblioteca Pote de Mel.
Panificadora Pote de Mel – Rua Conselheiro Araújo, 168 – Curitiba – Paraná
Livros devem circular
Um livro fechado está adormecido.
Se um livro acorda, uma pessoa acorda.”
Conhecida carinhosamente como Bibliopote, a Biblioteca Pote de Mel encontra-se perto da Reitoria da Universidade Federal do Paraná e também do grande Hospital das Clínicas.
“Por ela passam universitários, médicos, pacientes e pedestres de todas as classes sociais. Por outro lado, o atendimento é de primeira, humano e igualitário.”
“Acho bonito que você possa encontrar livros no mesmo lugar onde encontra o pão.”, afirma Alessandro. 
Não é mesmo de tirar todos os chapéus pra esse moço???
Amigos, tive que editar muito dessa postagem,  ficou extensa,  mas eu confesso: não queria terminar...

Esse assunto, pra mim, é delicioso e vocês todos sabem disto!

Mas enfim, taí a penúltima postagem da Série. Muito obrigada Alessandro , parabéns pela brilhante iniciativa e pela atitude de cunho humanista-social desta "empresa", que abraçou a ideia junto com você, e sucesso cada vez mais!
Espero que todos tenham amado, como eu amei!
Na verdade, ficou-me  somente uma 'dúvida cruel'...não sei se chego até lá para comer um delicioso pãozinho...ou se vou até a Pote de Mel para escolher e ler, tranquilamente, um bom livro...
O que vocês me sugerem?...


Fontes:

Site/blog: http://livroseafins.com


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Presente da Cris...


Amada amiga!!!!

Tudo que já estava em festa, agora tornou-se mais bonito e radiante ainda....Teu coração é do tamanho do Universo, e sabes disto!!!
Agradeço a Deus por ter-te junto a mim!
E agradeço a vc, por esse mimo encantador...
Paz sempre, nesse coraçãozinho amado, minha amiga querida.
Muito grata!

domingo, 21 de fevereiro de 2010

100 seguidores...100 amigos!!!


Ebaaaaaaaaaa




Conforme relatei à querida Geisa, eu não fazia ideia de que seria tomada por uma emoção tão forte quando chegasse a essa casa de cem seguidores amigos!!! 97, 98, 99... e... Geisa Machado!
Olhando para trás, percebi que bem poucos, poucos mesmo se ausentaram, e se foram, atraídos pelo grande leque que é a nossa vida, aqui por entre os blogs... Faz parte do percurso!!!
Aos que não permaneceram, minha eterna gratidão, pois sem eles, ainda não teria chegado até aqui.
E vocês que estão presentes, amigos amados, entrarão para a história, pois esses Botões de Madrepérola estão prestes a se tornar um documento "OFICIAL"...
Percebem o motivo da minha enorme alegria?
Meu muito obrigada a todos vocês...que tenho guardado bem dentro do meu coração, com especial carinho!
Bem, e coincidência ou não, vejam, o que me relatou a centésima amiga seguidora, na postagem da Série Biblioteca VII, onde expus a Biblioteca que funciona no antigo complexo do Carandiru:

"E coincidentemente eu moro do lado do Parque da Juventude. Os vidros dessa biblioteca estão repletos de fotos de pessoas tiradas no próprio parque. Um dia meu filho e minha nora passeando por lá foram solicitados a tirar uma foto sem compromisso e a foto deles foi uma das escolhidas. Conclusão: eles estão lá em um dos vidros da biblioteca. É a segunda foto a esquerda da porta de entrada: a minha nora está sentada no chão com um livro na mão e o meu filho sentado mum ponto mais alto, de óculos de sol.
Parabéns para quem teve a iniciativa de montar esta biblioteca, mas como toda mãe, fico orgulhosa de ver o meu filho estampado em tamanho natural na frente dela. Ainda mais que aqui em casa a leitura faz parte do nosso cotidiano!
Bjussss" (Geisa)



Seja bem-vinda entre todos os Botões, amiga!


http://geisamachado.blogspot.com

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Série - Bibliotecas VII

BIBLIOTECA DO FUTURO

Amados!

Para aqueles que aguardaram, ansiosos, aqui está:  essa é nossa!!!

 Brasileiríssima.

"A nova Biblioteca foi construída no Parque da Juventude. A área, onde já funcionou o antigo complexo penitenciário do Carandiru, foi transformada em parque em 2007. Hoje, oferece dez quadras poliesportivas, pistas de skate, alamedas e bosque. Fica no bairro de Santana e tem acesso pelo metrô Carandiru.
Para fazer carteirinha da biblioteca, basta apresentar documento de identidade e comprovante de residência. Aqueles que não têm domicílio fixo, caso dos moradores de rua, também poderão fazer empréstimos de livros. “Acreditamos que as pessoas irão devolver”, diz Adriana Ferrari, Gestora do Projeto."

Parabéns a Adriana Ferrari!!

Um Projeto verdadeiramente louvável e promissor.

Estou certa do sucesso desta iniciativa!

(fonte:http://biblioteca.colband.blog.br)

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Série - Bibliotecas VI

THE RED PHONE BOX

Numa pequena localidade do País de Gales encerraram a biblioteca local e a única cabine de telefone existente.
Então, os habitantes decidiram abrir uma biblioteca na cabine de telefone, que acabou sendo adquirida pela população por uma libra inglesa.

"All sorts of interesting books turn up – manuals, picture books, good literary novels.", disse a   moradora Angela Buchanan. " É uma grande ideia!" Sim, uma grande ideia, que partiu  de um morador da aldeia.

A CABINE TELEFÔNICA/BIBLIOTECA está aberta 24 horas por dia e iluminada à noite.
Há uma checagem regular para levantar quais títulos estão em movimento e sendo mais procurados. Eles são então enviados a uma casa de caridade para manter atualizada a coleção da cabine/biblioteca, que possui cerca de 100 títulos, além de CDs e DVDs.
A menor e mais movimentada biblioteca do mundo: trata-se de um novo conceito, que funciona por sistema de troca. O leitor substitui o livro que leva por outro que já tenha lido.
O responsável pela Companhia Telefônica Britânica recebeu 770 pedidos de comunidades para "adotar uma cabine", mas apenas 350 velhas cabines foram disponibilizadas para os conselhos municipais.

Mais pormenores em:

http://www.dailymail.co.uk/news/article-1232331/The-red-phone-box-Britains-smallest-library.html

É... eu continuo a sonhar com essas grandes pequenas iniciativas...

A próxima série...1. Michael Kormack

    (dragons_inthe_archives)
(inside_straight)
(Cersei_Lannister)
    (Croman)
  (Bayushi_Saya)
  (Oriss_guardiã_samita)


Os Botões de Madrepérola trarão novidades a todos, dentro de pouco tempo:


Colaboração Cultural em Jogos de RPG (nas escolas) e Card Games, e também por assim contribuir para a   divulgação de nosso espaço-cantinho "Polinesian Cyber Chess Café.


polinesian.net


Aguardem.


Essas são algumas das incontáveis personagens da fera das artes plásticas que abandonou a pintura a óleo tradicional para dedicar-se à PINTURA DIGITAL: Michael Kormack, ilustrador de livros e artista plástico.


Espero que apreciem... Cultura com prazer...
Excelente diversão!!!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Biblioteca...na praia???



Meus queridos:

Essa eu amei!

Amem comigo!!!

Recentemente, mais precisamente dia 03/02, surfistas e banhistas australianos foram surpreendidos por algo diferente, além do maravilhoso sol de que são amantes e devotos e a que estão tão bem acostumados...

Uma empresa de móveis escandinava, chamada IKEA, fundada em 1943, comemorou seus 30 aninhos da existência de uma de suas estantes mais populares, a BILLY, de uma maneira pra lá de inusitada!!!

Para as celebrações, foram colocadas estantes... na praia Bondi Beach, em Sidney!

O motivo, muito original, é merecedor de aplausos, e a bela e gigante estante vermelha ganhou, evidentemente, fama mundial.

Centenas de livros estiveram ali, à disposição : Tolstoy, Nietzsche, Katie Price... e uma grande variedade de outras obras, além de outros e diversos materiais.

Para nós, que somos amantes das bibliotecas, o assunto soou como música em nossos ouvidos! Os frequentadores em férias foram convidados a trocar livros ou fazer doações, e em apenas um dia de exposição, dinheiro e doações arrecadados foram destinados à Australian Literacy e à Numeracy Foundation. Que lição! Transformar uma Biblioteca em um outdoor publicitário!!!

Legal um Quiosque aqui no Brasil também, não seria??? A exemplo dos famosos e tão charmosos faróis, nossas praias, nossos surfistas, nossos banhistas, bem que mereciam essa agradável 'surpresa' ao acordarem num belo dia de sol...

fonte:

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

As Palavras e o Tempo


*A palavra tem uma força vital e deverá ser usada com destreza
Por ser um instrumento precioso estará guardada num templo
(Con)sagrada ao tempo certo fluirá e tomará seu rumo ...*

As palavras tanto podem surgir em lâminas afiadas
Como podem chegar em pétalas aromatizadas ...
.......... Elas apontarão uma direção ............
Umas cortarão a carne e sangrarão a alma
Outras acariciarão o corpo e suavizarão o semblante
Há um tempo de palavras ousarem
Outro tempo de palavras silenciarem

***

A palavra bem_dita sai pelos poros do artista
A palavra mal_dita fere a ferro e fogo
A palavra penetra como essência perfumada
A palavra grita implorando por justiça
A palavra fala em alto e bom som
A palavra atravessa com seu próprio dom
A palavra cumpre a meta ao encontrar o tom
A palavra silencia na dor dos que partem
A palavra ri quando as flores nascem
A palavra chora quando um amor vai embora
A palavra se doa ao silêncio para a escuta
A palavra sussurra no clamor dos afagos
A palavra que o corpo fala quando a voz cala
A palavra pede: um trocadilho a mais de palavra
A palavra o vento não leva o significante marcado
A palavra cumpre ... P A L A V R A
A palavra dá ... A palavra recebe ...
A palavra espera ...... Espera ..................
... Espera ................ Espera ................. (Des)espera


**********************************************

O tempo ................. É o tempo de espera .....
......... É o tempo certo ...... É o tempo de olhar .....
......... É o necessário ....... É o tempo de enxergar ...
......... É aquele que tem que ser ... P a s s o u ..........
...................................... Foi-se o tempo de perceber
...........................................................................

**********************************************


Existe um momento crucial em cada ato
Deixá-lo passar do tempo pode significar
Deixá-lo ir para não mais voltar, se assim for,
a vontade imperar e a certeza falhar
...
Se o desejo decidido aflorar
deixarei o tempo de ser e sentirei
o tempo retornar daquele instante
em que se perdeu no tempo de acontecer
...
Se o tempo de retornar tiver se partido
em muitos tempos de espera,
ele precisará de um outro tempo
de bem_querer para juntar as partes
ao longo desse novo tempo e daí prosseguir
...
Quando cada uma dessas partes for recolhida
as mãos deverão estar em concha para acolhê-la
com a delicadeza necessária de não machucá-la
e a sensibilidade apropriada de não mais deixá-la
escapar nesse novo tempo de perceber
...
Será o tempo de entender
o que for para ser entendido com serenidade
e o tempo de concluir com sabedoria
mesmo o que não tiver compreensão
...
Palavra ... Verbo ... Ação
...

***
(Autora:Lilibeth)

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Feliz e sadio Carnaval a todos!!!


Palhaço, eu?
(Texto de Graça Lacerda para o
Empório do Café Literário)

Arquibancadas e passarelas, tudo já desmontado. Depois do Carnaval, a realidade.
A mágica foi desmanchada, as máscaras caíram. Para ele, o Carnaval apenas emprestou toda essa força para manifestar seus sonhos, contidos durante aquele ano inteiro.
Coincidência ou não, Pierre Peter teria que realizar uma tarefa da escola, cursava segundo grau.
Tema: qualquer coisa que versasse sobre Carnaval; e o jovem iniciou então sua pesquisa, livremente.E talvez porque decidira brincar esse ano fantasiado de Pierrô, sentou e digitou:
“Pierrô – personagem criada na França... antes Pedrolino”...
Pierre Peter via sempre seus sonhos serem despertados em toda sua explosão, nos dias de Carnaval.
Mas para sua grande tristeza, mais uma quarta-feira de cinzas havia chegado.
As luzes da cidade estavam-se apagando e ele dormiu e sonhou... sob o disfarce do apaixonado Pierrô, e certo de seu grande amor, vê sua Colombina à distância, e ela nem lhe dirige o olhar, tão dividida estava entre seu amor e Arlequim. Ele sofre e lamenta, canta seu canto triste e brejeiro, porém não ousa revelar-se. Seus lamentos não externados deixam-lhe a certeza de que as máscaras são feitas, simples assim, para esse propósito.
Andarilho dos carnavais, Pierre Peter escondia a tristeza do olhar. Buscava-a pelo iluminado e agitado salão, ávido de encontrar sua musa, mas a solidão doía e apertava, em meio a todos aqueles confetes e serpentinas.
O colorido do baile não preenchia a sua solidão. A alegria e os trajes multicoloridos dos foliões pareciam zombar de sua dor.
Pierre Peter desperta e percebe mais uma vez seus sonhos feito cinzas, junto com esse dia, na avenida deserta.
Luzes, festa, alegorias, tudo havia ficado para trás, e soava agora em sua memória mais uma decepção:
- Quem sabe no ano que vem.
O encanto de mais um carnaval se esvai, e outra vez, a desilusão de Pierre Peter, um estudante brasileiro, sim senhor. Mais uma vez, venceu a ilusão de um colecionador de sonhos.
De volta a casa, senta-se e digita:
“Colombina, dama de companhia da corte, usa da beleza e sedução para envolver e manipular Arlequim, acrobata e trapaceiro, e Pierrô, o poético e romântico sonhador”.
- Sim:palhaço! E desmancha-se novamente em sonhos.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Série: Indico esse blog




















“…porque as únicas pessoas autênticas para mim são as loucas, as que estão loucas por viver, loucas por falar, loucas por ser salvas, desejosas de tudo ao mesmo tempo, aquelas que nunca bocejam ou dizem um lugar comum, mas ardem, ardem, ardem como fabulosas peças de fogo-de-artifício a explodir entre aranhas, entre estrelas…”(Pela estrada fora, Jack Kerouac)


Meus amigos queridos!

"Uma eterna curiosa acerca da alma humana"... assim se autointitula essa menina sincera, questionadora e leal que conheci há pouco.
Pétala Rosadinha é o seu nome aqui na blogosfera.
E por falar nisso, ela é mesmo uma 'fera', na minha opinião, pois seus textos são muito bons, escreve com categoria, possui uma alma generosa e tornou-se uma amiga presente, que encoraja com a doçura e o carisma de quem parece que veio ao mundo justamente para isto...

Sua postagem 'Relaxa, Presidente!', escrito com muita propriedade, está excelente.

Esta é a minha pequena gratidão, Milene!

Estendo esse tapete pra você, minha amiga:



Inquietude.
Visitem esse grande ser humano.

Os Botões de Madrepérola - por Lú Cavichioli

A sala Madrepérola ostentava sua porta nacarada. Toquei na maçaneta de pérola e vi que estava trancada. Em seguida algo me chamou a atenção: havia um bilhete avisando que ela estaria aqui à noite. Que bom, assim ela me ajudaria com o tal de Indriso, nosso neo amigo poético. Nesse momento toca meu celular, era ela: Dona Graça Lacerda. Mas que coincidência?!

Obrigada, Lú!
(publicado no Quiosque do Pastel:

Ai, quem me dera


Ai quem me dera percorrer estrelas
Ter nascido anjo e ver brotar a flor
Ai quem me dera uma manhã feliz
Ai quem me dera uma estação de amor

...
Ai quem me dera ao som de madrigais
Ver todo mundo para sempre afins
E a liberdade nunca ser demais
E não haver mais solidão ruim

...
Ai quem me dera ouvir o nunca mais
Dizer que a vida vai ser sempre assim
E finda a espera ouvir na primavera
Alguem chamar por mim...

Vinícius de Moraes

"O silêncio é um texto fácil de ser lido errado"
(Mundo da Gaya)

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Amigos...?



















Pode ser que um dia deixemos de nos falar...
Mas, enquanto houver amizade,
Faremos as pazes de novo.

Pode ser que um dia o tempo passe...
Mas, se a amizade permanecer,
Um de outro se há-de lembrar.

Pode ser que um dia nos afastemos...
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade nos reaproximará.

Pode ser que um dia não mais existamos...
Mas, se ainda sobrar amizade,
Nasceremos de novo, um para o outro.

Pode ser que um dia tudo acabe...
Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,
Cada vez de forma diferente.
Sendo único e inesquecível cada momento
Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre.

Há duas formas para viver a sua vida:
Uma é acreditar que não existe milagre.
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.

(autor desconhecido)

!!!!!!!!


Escuta, eu não quero contar-te o meu desejo
Quero apenas contar-te a minha ternura

Ah se em troca de tanta felicidade que me dás
Eu te pudesse repor
-Eu soubesse repor_
No coração despedaçado
As mais puras alegrias de tua infância!

Manuel Bandeira

Os Botões de Madrepérola - por Júlio César

















OS BOTÕES DE MADREPÉROLA, segundo meu amigo Júlio César:


Quem ainda não viu, passe ali no hall da imaginação...a frente da janela do jardim de inverno iluminado por um pergulado, a esquerda da fonte com um mosaico de pastilhas de vidro em matizes de azul.
Pouco mais à esquerda...há um champagne nacional, gelado, e também um delicioso café fresquinho.

Grata, Júlio!