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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Série - Bibliotecas XIV


Carro-Biblioteca continua seleção de nova comunidade em 2013

O objetivo é levar informação e cultura aos moradores dos bairros de Belo Horizonte e Região Metropolitana
Divulgação
A biblioteca móvel foi adaptada em um caminhão baú e permite o acondicionamento de um acervo aproximado de 3.500 livros

A Biblioteca móvel foi adaptada em um caminhão baú e permite o acondicionamento de um acervo aproximado de 3.500 livros.
O serviço de extensão Carro-Biblioteca, oferecido pela Secretaria de Estado de Cultura (SEC), está com processo seletivo aberto para a escolha de nova comunidade a ser atendida pelo projeto. Em dezembro próximo, o Carro-Biblioteca deixará de atender o bairro Vila Pinho e procura uma comunidade substituta.
Na nova localidade, o serviço está programado para iniciar em janeiro de 2013, às terças-feiras, a cada 14 dias. As lideranças interessadas devem entrar em contato com a coordenação através dos telefones (31)3269-1204 e (31)3269-1221 ou pelo email cb.sub@cultura.mg.gov.br.
Para participar da seleção, serão considerados os seguintes critérios:
• Índice de vulnerabilidade social e indicadores das dimensões econômicas, cultural e de segurança de sobrevivência (dados da PBH);
• Capacidade de mobilização da comunidade;
• Carência de atividades e serviços culturais na região;
• Não ter sido atendido pelo Carro-Biblioteca da Secretaria de Estado de Cultura;
• Oferecer infraestrutura básica para o atendimento.
Vale salientar que o Carro-Biblioteca busca áreas da comunidade onde há maior circulação de pessoas, como postos de saúde, centros esportivos, praças e associação de bairro.

Serviço Carro-Biblioteca
O serviço Carro-Biblioteca foi criado em 1960 e, desde então, funciona com o objetivo de levar informação e cultura aos moradores dos bairros de Belo Horizonte e Região Metropolitana que não possuem bibliotecas ou equipamentos culturais, ressaltando, assim, a leitura como um direito do cidadão.
A biblioteca móvel foi adaptada em um caminhão baú e permite o acondicionamento de um acervo aproximado de 3.500 livros e de cerca de 40 títulos de revistas. São disponibilizados títulos dos mais variados gêneros, tais como autoajuda, religião, filosofia, biografias, enciclopédias, ciências, história, entre outros, com ênfase em obras de literatura para adultos, jovens e crianças. Tanto os livros quanto as revistas são emprestados aos leitores por um prazo de 14 dias.
O Carro-Biblioteca oferece as seguintes formas de atendimento: empréstimo domiciliar (3 livros e 2 revistas por um período de 14 dias); auxílio à pesquisa (orientação quanto ao uso de enciclopédias, dicionários, almanaques e obras informativas); consulta local ao acervo (livros, jornais, revistas, enciclopédias). 
O serviço atende as comunidades de 9h às 12h, nos dias úteis, gratuitamente.
(fonte: aqui).

*****

Esse é um Projeto que poderia muito bem se extender a todas as cidades mineiras!...Ou, quando não, ser perfeitamente copiado pelos senhores prefeitos e/ou autoridades municipais, ONGs, Empresas ou outra  entidade interessada...
Uma bela iniciativa!
Beijos,

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

O presente dos Magos (Conto)




Um dólar e oitenta e sete centavos. Era tudo. E sessenta centavos eram em moedas. Moedas economizadas uma a uma, pechinchando com o dono do armazém, o dono da quitanda, o açougueiro, até o rosto arder à muda acusação de parcimônia que tais pechinchas implicavam. Três vezes Della contou o dinheiro. Um dólar e oitenta e sete centavos. E no dia seguinte seria Natal.
Não havia evidentemente mais nada a fazer senão atirar-se ao pequeno sofá puído e chorar. Foi o que Della fez. O que leva à reflexão moral de que a vida é feita de soluços, fungadelas e sorrisos, com predomínio das fungadelas.
Enquanto a dona da casa gradualmente passa do primeiro ao segundo estágio, vamos dar uma espiada na casa. Um apartamento mobiliado, a oito dólares por semana. Não era exatamente miserável, mas tinha essa palavra pronta para o grupo de mendicância.
No vestíbulo embaixo havia uma caixa de correspondência na qual carta nenhuma seria posta, e um botão de campainha que nenhum dedo mortal jamais apertaria. Encontrava-se ali também um cartão anunciando o nome do "Sr. James Dillingham Young".
O "Dillingham" fora acrescentado durante um anterior período de prosperidade, quando seu possuidor estava ganhando trinta dólares por semana. Agora, que a receita baixara para vinte dólares, as letras de "Dillingham" pareciam nubladas, como se estivessem pensando seriamente em abreviar para um modesto e despretensioso D. Mas sempre que o Sr. James Dillingham Young voltava para casa e chegava ao seu apartamento lá em cima, era chamado de "Jim" e carinhosamente abraçado pela Srª. James Dillingham Young, já apresentada ao leitor como Della. O que está muito bem.
Della terminou de chorar e cuidou do rosto com a esponja de pó. Postou-se junto à janela e ficou a contemplar melancolicamente um gato cinzento caminhando sobre uma cerca cinzenta num quintal cinzento. Amanhã seria Dia de Natal e ela tinha apenas um dólar e oitenta e sete centavos para comprar o presente de Jim. Estivera a economizar tostão por tostão havia meses, e esse era o resultado. Vinte dólares por semana não dão para nada. As despesas tinham sido maiores do que calculara. Sempre são. Apenas um dólar e oitenta e sete centavos para comprar o presente de Jim. O seu Jim. Muitas horas felizes passara ela planejando comprar-lhe alguma coisa bonita. Alguma coisa fina, rara, legítima - algo que estivesse bem perto de merecer a honra de ser possuída por Jim.
Havia um espelho de tremó entre as janelas da sala. Talvez o leitor já tenha visto um espelho de tremó num apartamento de oito dólares. Uma pessoa muito esguia e muito ágil pode, com observar seu reflexo numa rápida seqüência de tiras longitudinais, obter uma concepção bastante acurada de sua aparência. Della, por ser esguia, lograra aperfeiçoar-se nessa arte.
Subitamente, afastou-se da janela e postou-se diante do espelho. Seus olhos estavam brilhantes, mas sua face perdeu a cor ao cabo de vinte segundos. Num gesto rápido, soltou o cabelo e deixou desdobrar-se em toda a sua extensão.

Ora, os James Dillingham Youngs tinham dois haveres de que muito se orgulhavam. Um era o relógio de ouro de Jim, que pertencera a seu pai e a seu avô. O outro era o cabelo de Della. Morara a Rainha de Sabá no apartamento do outro lado do poço de ventilação, e Della teria algum dia deixado o seu cabelo cair fora da janela para secá-lo e depreciar assim as jóias e as riquezas de Sua Majestade. Fora o Rei Salomão o zelador, com todos os seus tesouros empilhados no porão, e Jim teria puxado o relógio cada vez que por ele passasse, só para vê-lo arrancar as barbas de inveja.

O cabelo de Della, pois, caiu-lhe pelas costas, ondulando e brilhando como uma cascata de águas castanhas. Chegava-lhe abaixo do joelho e quase lhe servia de manto. Ela então o prendeu de novo, célere e nervosamente. A certo momento, deteve-se e permaneceu imóvel, enquanto uma ou duas lágrimas caíam sobre o puído tapete vermelho.

Vestiu o velho casaco marrom; pôs o velho chapéu marrom. Com um ruge-ruge de saias e coma centelha brilhante ainda nos olhos, correu para a porta e desceu rapidamente a escada que levava à rua.

Parou onde havia um letreiro anunciando: "Mme. Sofronie, Artigos de Toda Espécie para Cabelos". Della subiu a correr um lance de escada e se deteve no alto, arquejante, para recompor-se. Madame, corpulenta, alva demais, fria, dificilmente faria jus ao nome de "Sofronie".

- Quer comprar meu cabelo? - perguntou Della.

- Eu compro cabelo - disse Madame. - Tire o chapéu e vamos dar uma olhada no seu.

Despenhou-se, ondulante, a cascata de águas castanhas.

- Vinte dólares - ofereceu Madame, erguendo a massa com mão prática.

- Dê-me o dinheiro depressa - pediu Della.

Oh, as duas horas seguintes voaram com asas róseas. Perdoe-se a metáfora gasta. Della se pôs a vasculhar as lojas à procura de um presente para Jim.

Encontrou-o por fim. Fora certamente feito para ele e para ninguém mais. Nada havia que se lhe parecesse nas outras lojas, e ela as revirara de alto a baixo. Era uma corrente de platina, curta, simples e de modelo discreto, proclamando adequadamente seu valor por sua mesma substância e não por qualquer ornamentação espúria - como o devem fazer todas as coisas boas. Era digna até do Relógio. Tão logo a viu, soube que tinha de ser de Jim. Era como ele. Serenidade e valor - a descrição se aplicava a ambos. Vinte e um dólares cobraram-lhe por ela, e Della correu para casa com os oitenta e sete centavos. Com aquela corrente no relógio, Jim poderia preocupar-se decentemente com o tempo na frente de qualquer pessoa. Grande como era o relógio, ele às vezes o consultava meio envergonhado devido à velha tira de couro que usava em lugar de corrente.

Quando Della chegou a casa, seu embevecimento cedeu lugar a um pouco de prudência e razão. Pegou os ferros de frisar, acendeu o gás e pôs-se a reparar os estragos causados pela generosidade acrescida ao amor. O que sempre é uma tarefa muito árdua, queridos amigos - uma tarefa gigantesca.

Ao cabo de quarenta minutos, sua cabeça estava coberta de pequenos caracóis cerrados, que a faziam parecer, admiravelmente, um menino vadio. Contemplou sua imagem no espelho durante longo tempo, crítica e cuidadosamente.

- Se Jim não me matar - disse consigo mesma - antes de olhar-me pela segunda vez, dirá que pareço uma corista de Coney Island. Mas que podia eu fazer... oh, que podia eu fazer com um dólar e oitenta e sete centavos? Às sete horas, o café estava preparado e uma frigideira quente no fogão esperava o momento de fritar as costeletas.

Jim nunca se atrasava. Della dobrou a corrente no côncavo da mão e sentou-se a um canto da mesa, perto da porta pela qual ele sempre entrava. Ouviu então seus passos no primeiro lance da escada e empalideceu por um instante. Ela tinha o hábito de rezar pequenas preces silenciosas a propósito das mínimas coisas diárias, e agora murmurava:

- Oh, Deus, fazei-o por favor achar-me ainda bonita!

A porta se abriu, Jim entrou e a fechou. Parecia magro e muito sério. Pobre sujeito, apenas vinte e dois anos e já responsável por uma família! Precisava de um sobretudo novo e não tinha luvas.

Jim avançou alguns passos, tão rígido quanto um perdigueiro na pista de uma codorniz. Seus olhos estavam fitos em Dela e havia neles uma expressão que ela não conseguia ler e que a aterrorizava. Não era raiva, nem surpresa, nem desaprovação, nem horror; não era nenhum dos sentimentos para os quais ela estava preparada. Ele simplesmente a fitava com aquela peculiar expressão na face.

Della esgueirou-se para fora da mesa e se encaminhou para ele.

- Jim, querido - gritou - , não me olhe desse jeito! Mandei cortar o cabelo e o vendi porque não poderia passar o Natal sem dar um presente a você. Ele crescerá de novo... não se aborreça, por favor. Eu tinha de fazer isso. Meu cabelo cresce terrivelmente depressa. Diga "Feliz Natal!", Jim, e fiquemos felizes. Você não sabe que coisa bonita, que belo presente tenho para você.

- Mandou cortar o cabelo? - perguntou Jim a custo, como se não se tivesse ainda compenetrado desse fato patente após o mais árduo esforço mental.

- Cortei-o e vendi-o - disse Della. - Você não continua a gostar de mim do mesmo jeito, então? Estou sem cabelo, não estou?

Jim olhou à volta do aposento de modo curioso.

- Você diz que seu cabelo se foi? - insistiu, com um ar de quase idiotia.

- Não precisa procurar por ele - disse Della. - Foi vendido, como lhe disse... vendido, não está mais aqui. É Véspera de Natal, querido. Seja bonzinho comigo, fiz isso por sua causa. Talvez fosse possível contar os cabelos da minha cabeça - continuou ela, com súbita e grave doçura - mas ninguém poderá jamais avaliar o meu amor por você. Posso fritar as costeletas, Jim?

Emergindo do seu transe, Jim pareceu despertar rapidamente. Abraçou a sua Della. Por dez segundos, contemplemos, com discreta atenção, qualquer objeto inconsequente, noutra direção. Oito dólares por semana ou um milhão por ano - qual a diferença? Um matemático ou uma pessoa arguta daria a resposta errônea. Os magos trouxeram presentes valiosos, mas isso não estava entre eles. Esta asserção obscura será esclarecida mais tarde.

Jim tirou um pacote do bolso do sobretudo e atirou-o sobre a mesa.

- Não me interprete mal, Della - disse. - Não acho que haja alguma coisa, corte de cabelo, raspagem ou xampu, capaz de fazer-me gostar menos da minha mulherinha. Mas se você abrir esse pacote, poderá ver por que fiquei abafado no princípio.

Alvos dedos ligeiros desfizeram o atilho e o embrulho. Ouviu-se então um grito estático de alegria, e depois, ai!, uma súbita mudança feminina para as lágrimas e os gemidos, que exigiram o imediato emprego de todos os poderes de consolação do senhor do apartamento.

Pois sobre a mesa jaziam Os Pentes - o jogo de pentes para cabelos que Della adorara havia muito numa vitrine da Broadway. Belos pentes, de tartaruga legítima, orlados de pedraria - da cor exata para combinar com o lindo cabelo desvanecido. Eram pentes caros, ela o sabia, e seu coração se limitara a desejá-los e a suspirar por eles sem a menor esperança de vir um dia a possuí-los. E agora pertenciam-lhe, mas as tranças que os anelados enfeites deveriam adornar não mais existiam.

Ela, porém, os apertou contra o peito e, por fim, pôde erguer os olhos nublados, sorrir e dizer:

Meu cabelo cresce tão depressa, Jim!

E então Della pulou como um gatinho chamuscado e gritou:

- Oh! oh!

Jim ainda não vira o seu belo presente. Ela lho estendeu ansiosamente na palma da mão aberta. O fosco metal precioso parecia brilhar com o reflexo do seu jubiloso e ardente espírito.

- Não é uma beleza, Jim? Vasculhei a cidade toda para achá-lo. Doravante, você terá de ver as horas uma centena de vezes por dia. Dê-me o seu relógio. Quero ver como fica nele.

Em lugar de obedecer, Jim deixou-se cair no sofá, pôs as mãos atrás da cabeça, e sorriu:

- Della - disse - vamos pôr os nossos presentes de Natal de lado e deixá-los por algum tempo. São lindos demais para poderem ser usados agora. Vendi o relógio para conseguir o dinheiro com que comprei os seus pentes. Que tal se você fritasse as costeletas agora?

Os magos, como sabem, eram homens sábios - homens maravilhosamente sábios - que trouxeram presentes para a Criança na manjedoura. Inventaram a arte de dar presentes natalinos. Sendo eles sábios, seus presentes eram sem dúvida igualmente sábios. Possivelmente admitiam o privilégio de troca em caso de duplicação. E aqui lhes contei canhestramente a desimportante crônica de duas crianças tolas, num apartamento, as quais da maneira a mais insensata, sacrificaram, uma pela outra, os maiores tesouros de seu lar. Mas como derradeira palavra para os sensatos dos dias que correm, seja dito que, de todos que dão presentes, os dois foram os mais sábios. Todos que deem e recebam presentes como os deles são os mais sábios. Em toda parte, os mais sábios. São os magos. 
(O. Henry)

Sobre o Autor:
O. Henry (1862-1910) era o pseudônimo de William Sydney Porter, um dos maiores contistas americanos do século XIX e um dos autores mais populares do seu tempo. Nasceu na Carolina do Norte numa família culta e abastada. Aos três anos de idade e após a morte da mãe por tuberculose, o pai, médico, decidiu que se deviam mudar para a casa da avó paterna. William começou por frequentar a escola de uma tia e aos 15 anos foi frequentar o Liceu que concluiu tendo a tia por tutora. Em 1879 empregou-se com aprendiz de farmacêutico/boticário na drogaria do seu tio tendo aos 19 anos obtido a licença de farmacêutico.
Em 1882 foi para o Texas, alguma sintomatologia de tuberculose e a ideia que uma mudança de clima seria benéfica contribuíram para essa decisão. Casou e empregou-se como caixa num banco, começando também a escrever. Comprou um jornal, The Rolling Stone, que encerrou pouco depois. Porter foi acusado de desfalque no banco e fugiu para as Honduras, de onde regressou passados três anos devido ao estado terminal da sua esposa que continuou a viver no Texas. Julgado e sentenciado, cumpriu pena durante quatro anos numa prisão do Ohio, tendo começado a escrever sob o pseudônimo de O. Henry. Após cumprir a sentença, mudou-se para Nova Iorque onde viveu em estado de reclusão quase absoluta, embora fosse extremamente popular, com o terror de ser reconhecido como William Sydney Porter, devido aos anos passados na prisão. Acabou por morrer alcoólico e na miséria. O. Henry foi um autor original e fecundo, com um ritmo de escrita tal que lhe é atribuído praticamente um novo conto por semana. (fonte: wiki)



sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Série - Natal - Tudo que você queria saber (repostagem)

(Scrap para você!)


Parte I


A grande Noite do Ano...

Ah, já é quase Natal!!!

O que é mesmo que estamos comemorando?...

Arrumar o pinheiro, responder e enviar cartões de congratulações, a luta da vida, décimo terceiro, tia que briga (mais uma vez?) com o cunhado, nozes, peru, cerejas, bolas de vidro... encanto e deslumbramento.

Para uma criança, todas essas expectativas e brilhos, todo esse encantamento e sonhos são plausíveis e eu diria até que imprescindíveis, para que ela não venha a se tornar um adulto precoce.

Mas, e nós???
Como ficamos?
Como adultos, deveríamos tentar resgatar aquele velho e bom espírito dos nossos Natais da infância, porém com sabedoria e gênio.

Como assim, gênio?...
O verdadeiro espírito do Natal, que é união, celebração, bondade, perdão, confraternização...
E segundo umas amigas minhas, 'uma verdadeira Noite Feliz pode ser muito mais fácil do que você imagina"... isso não é ser gênio? Aleluia!!!


GLÓRIA A DEUS NAS ALTURAS E PAZ NA TERRA AOS HOMENS DE BOA VONTADE!!!





Parte II

A Importância da Celebração


As festas são o meio que as pessoas de todos os tempos utilizam para contar suas histórias.
"Dizem que a natureza da alma de um povo se revela quando ele se reúne para celebrar".
Podemos e deveríamos celebrar TUDO! O Natal de verdade tem que ser aqui dentro - nascimento e recomeço - e, mesmo sozinhos e sem família, ou se temos mas ela não é assim aquele primor de 'paz e amor', ainda assim devemos celebrar!!!
"Quem celebra, supera", e isso é mágico!!!
Você se lembra daquela sensação de quando era criança e via alguma coisa pela primeira vez? Era uma mistura de alegria com excitação e confiança na vida tão grandes que gostaria de repetir, não é mesmo assim?
E isto é totalmente possível hoje, pois estar vivo é comemorar essa magia!!!


Parte III


Parte IV



Parte V

"ONDE ESTIVEREM DOIS OU TRÊS REUNIDOS EM MEU NOME, EU ESTAREI LÁ ENTRE ELES".


Nota: as partes V e VI  - infelizmente - desapareceram dos Botões:

Parte V

O Natal pelo Mundo

Parte VI

A Flor da Noite Feliz




Parte VII




Veja também a bela Série:








terça-feira, 6 de novembro de 2012

A Árvore de Natal na Casa de Cristo


(Meu scrap pra você!)


Havia num porão uma criança, um garotinho de seis anos de idade, ou menos ainda. Esse garotinho despertou certa manhã no porão úmido e frio. Tiritava, envolto nos seus pobres andrajos. Seu hálito formava, ao se exalar, uma espécie de vapor branco, e ele, sentado num canto em cima de um baú, por desfastio, ocupava-se em soprar esse vapor da boca, pelo prazer de vê-lo se esvolar. Mas bem que gostaria de comer alguma coisa. Diversas vezes, durante a manhã, tinha se aproximado do catre, onde num colchão de palha, chato como um pastelão, com um saco sob a cabeça à guisa de almofada, jazia a mãe enferma. Como se encontrava ela nesse lugar? Provavelmente tinha vindo de outra cidade e subitamente caíra doente. A patroa que alugava o porão tinha sido presa na antevéspera pela polícia; os locatários tinham se dispersado para se aproveitarem também da festa, e o único tapeceiro que tinha ficado cozinhava a bebedeira há dois dias: esse nem mesmo tinha esperado pela festa. No outro canto do quarto gemia uma velha octogenária, reumática, que outrora tinha sido babá e que morria agora sozinha, soltando suspiros, queixas e imprecações contra o garoto, de maneira que ele tinha medo de se aproximar da velha. No corredor ele tinha encontrado alguma coisa para beber, mas nem a menor migalha para comer, e mais de dez vezes tinha ido para junto da mãe para despertá-la. Por fim, a obscuridade lhe causou uma espécie de angústia: há muito tempo tinha caído a noite e ninguém acendia o fogo. Tendo apalpado o rosto de sua mãe, admirou-se muito: ela não se mexia mais e estava tão fria como as paredes. "Faz muito frio aqui", refletia ele, com a mão pousada inconscientemente no ombro da morta; depois, ao cabo de um instante, soprou os dedos para esquentá-los, pegou o seu gorrinho abandonado no leito e, sem fazer ruído, saiu do cômodo, tateando. Por sua vontade, teria saído mais cedo, se não tivesse medo de encontrar, no alto da escada, um canzarrão que latira o dia todo, nas soleiras das casas vizinhas. Mas o cão não se encontrava ali, e o menino já ganhava a rua.

     Senhor! que grande cidade! Nunca tinha visto nada parecido, De lá, de onde vinha, era tão negra a noite! Uma única lanterna para iluminar toda a rua. As casinhas de madeira são baixas e fechadas por trás dos postigos; desde o cair da noite, não se encontra mais ninguém fora, toda gente permanece bem enfunada em casa, e só os cães, às centenas e aos milhares,uivam, latem, durante a noite. Mas, em compensação, lá era tão quente; davam-lhe de comer... ao passo que ali... Meu Deus! se ele ao menos tivesse alguma coisa para comer! E que desordem, que grande algazarra ali, que claridade, quanta gente, cavalos, carruagens... e o frio, ah! este frio! O nevoeiro gela em filamentos nas ventas dos cavalos que galopam; através da neve friável o ferro dos cascos tine contra a calçada;toda gente se apressa e se acotovela, e, meu Deus! como gostaria de comer qualquer coisa, e como de repente seus dedinhos lhe doem! Um agente de policia passa ao lado da criança e se volta, para fingir que não vê.
     Eis uma rua ainda: como é larga! Esmagá-lo-ão ali, seguramente; como todo mundo grita, vai, vem e corre, e como está claro, como é claro! Que é aquilo ali? Ah! uma grande vidraça, e atrás dessa vidraça um quarto, com uma árvore que sobe até o teto; é um pinheiro, uma árvore de Natal onde há muitas luzes, muitos objetos pequenos, frutas douradas, e em torno bonecas e cavalinhos. No quarto há crianças que correm; estão bem vestidas e muito limpas, riem e brincam, comem e bebem alguma coisa.   Eis ali uma menina que se pôs a dançar com um rapazinho. Que bonita menina! Ouve-se música através da vidraça. A criança olha, surpresa; logo sorri, enquanto os dedos dos seus pobres pezinhos doem e os das mãos se tornaram tão roxos, que não podem se dobrar nem mesmo se mover. De repente o menino se lembrou de que seus dedos doem muito; põe-se a chorar, corre para mais longe, e eis que, através de uma vidraça, avista ainda um quarto, e neste outra árvore, mas sobre as mesas há bolos de todas as qualidades, bolos de amêndoa, vermelhos, amarelos, e eis sentadas quatro formosas damas que distribuem bolos a todos os que se apresentem. A cada instante, a porta se abre para um senhor que entra. Na ponta dos pés, o menino se aproximou, abriu a porta e bruscamente entrou. Hu! com que gritos e gestos o repeliram! Uma senhora se aproximou logo, meteu-lhe furtivamente uma moeda na mão, abrindo-lhe ela mesma a porta da rua. Como ele teve medo! Mas a moeda rolou pelos degraus com um tilintar sonoro: ele não tinha podido fechar os dedinhos para segurá-la. O menino apertou o passo para ir mais longe - nem ele mesmo sabe aonde. Tem vontade de chorar; mas dessa vez tem medo e corre. Corre soprando os dedos. Uma angústia o domina, por se sentir tão só e abandonado, quando, de repente: Senhor! Que poderá ser ainda? Uma multidão que se detém, que olha com curiosidade. Em uma janela, através da vidraça, há três grandes bonecos vestidos com roupas vermelhas e verdes e que parecem vivos! Um velho sentado parece tocar violino, dois outros estão em pé junto de e tocam violinos menores, e todos maneiam em cadência as delicadas cabeças, olham uns para os outros, enquanto seus lábios se mexem; falam, devem falar - de verdade - e, se não se ouve nada, é por causa da vidraça. O menino julgou, a princípio, que eram pessoas vivas, e, quando finalmente compreendeu que eram bonecos, pôs-se de súbito a rir. Nunca tinha visto bonecos assim, nem mesmo suspeitava que existissem! Certamente, desejaria chorar, mas era tão cômico, tão engraçado ver esses bonecos! De repente pareceu-lhe que alguém o puxava por trás. Um moleque grande, malvado, que estava ao lado dele, deu-lhe de repente um tapa na cabeça, derrubou o seu gorrinho e passou-lhe uma rasteira. O menino rolou pelo chão, algumas pessoas se puseram a gritar: aterrorizado, ele se levantou para fugir depressa e correu com quantas pernas tinha, sem saber para onde. Atravessou o portão de uma cocheira, penetrou num pátio e sentou-se atrás de um monte de lenha. "Aqui, pelo menos", refletiu ele, "não me acharão: está muito escuro."
     Sentou-se e encolheu-se, sem poder retomar fôlego, de tanto medo, e bruscamente, pois foi muito rápido, sentiu um grande bem-estar, as mãos e os pés tinham deixado de doer, e sentia calor, muito calor, como ao pé de uma estufa. Subitamente se mexeu: um pouco mais e ia dormir! Como seria bom dormir nesse lugar! "mais um instante e irei ver outra vez os bonecos", pensou o menino, que sorriu à sua lembrança: "Podia jurar que eram vivos!"... E de repente pareceu-lhe que sua mãe lhe cantava uma canção. "Mamãe, vou dormir; ah! como é bom dormir aqui!"
     - Venha comigo, vamos ver a árvore de Natal, meu menino - murmurou repentinamente uma voz cheia de doçura.
     Ele ainda pensava que era a mãe, mas não, não era ela. Quem então acabava de chamá-lo? Não vê quem, mas alguém está inclinado sobre ele e o abraça no escuro, estende-lhe os braços e... logo... Que claridade! A maravilhosa árvore de Natal! E agora não é um pinheiro, nunca tinha visto árvores semelhantes! Onde se encontra então nesse momento? Tudo brilha, tudo resplandece, e em torno, por toda parte, bonecos - mas não, são meninos e meninas, só que muito luminosos! Todos o cercam, como nas brincadeiras de roda, abraçam-no em seu vôo, tomam-no, levam-no com eles, e ele mesmo voa e vê: distingue sua mãe e lhe sorrir com ar feliz.
- Mamãe! mamãe! Como é bom aqui, mamãe! - exclama a criança. De novo abraça seus companheiros, e gostaria de lhes contar bem depressa a história dos bonecos da vidraça... - Quem são vocês então, meninos? E vocês, meninas, quem são? - pergunta ele, sorrindo-lhes e mandando-lhes beijos.
- Isto... é a árvore de Natal de Cristo - respondem-lhe. - Todos os anos, neste dia, há, na casa de Cristo, uma árvore de Natal, para os meninos que não tiveram sua árvore na terra...
     E soube assim que todos aqueles meninos e meninas tinham sido outrora crianças como ele, mas alguns tinham morrido, gelados nos cestos, onde tinham sido abandonados nos degraus das escadas dos palácios de Petersburgo; outros tinham morrido junto às amas, em algum dispensário finlandês; uns sobre o seio exaurido de suas mães, no tempo em que grassava, cruel, a fome de Samara; outros, ainda, sufocados pelo ar mefítico de um vagão de terceira classe. Mas todos estão ali nesse momento, todos são agora como anjos, todos juntos a Cristo, e Ele, no meio das crianças, estende as mãos para abençoá-las e às pobres mães... E as mães dessas crianças estão ali, todas, num lugar separado, e choram; cada uma reconhece seu filhinho ou filhinha que acorrem voando para elas, abraçam-nas, e com suas mãozinhas enxugam-lhes as lágrimas, recomendando-lhes que não chorem mais, que eles estão muito bem ali...
     E nesse lugar, pela manhã, os porteiros descobriram o cadaverzinho de uma criança gelada junto de um monte de lenha. Procurou-se a mãe... Estava morta um pouco adiante; os dois se encontraram no céu, junto ao bom Deus.  (Dostoiévsky)





sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Está chegando a Grande Festa!!!





Amados,

Daqui em diante, as pérolas do Botões estarão em conta-gotas...


* Deixarei aqui para quem ainda não conhece, os links de minha série de Natal para facilitar a leitura

* Dicas de filmes & outros

* Dicas de sites, como o Prendas Natal.net,  que sempre consulto nessa época do ano e é o meu preferido, com sugestões que amo e compartilho:  http://www.prendasnatal.net/

*Um -  ou outro-  Conto de Natal de autores portugueses e brasileiros contemporâneos, porque A Christmas Carol (Conto de Natal) de Charles Dickens, todos nós já sabemos de cor sobre a luta do Sr. Scrooge com seus fantasmas! (Já filmado, com o nome de Os Fantasmas de Scrooge, não é assim?).

* Se encontrar nos documentos de que fiz backups, um miniconto de minha autoria também, O Natal verdadeiro do Cristão.

* Dentro do possível, estarei confeccionando meus Cartões Personalizados (scraps) para atender encomendas feitas e as que ainda estão por vir, principalmente com a febre da rede social, as capas para as páginas do Facebook.

* E cumprirei a promessa de voltar a visitar meus amigos que pela exigência do curso que estou fazendo, deixei de visitar com a frequência de antes. (Amo demais essa interação com todos vocês, e vocês sabem disso, afinal, não não foram apenas três dias de convivência, são três longos e agradáveis anos de amor, lágrimas, lutas, saudades, desabafos, conforto, ombro amigo, afinidades!Acho que não exagerei não, né?rs)

*E algo mais...se o tempo for bonzinho comigo!rs

Enfim, meus queridos,  a razão é que estou realizando exames pré-cirúrgicos, e se tudo correr bem, vou fazer uma cirurgia há muito adiada, agora em novembro (e sessenta dias - no mínimo - de repouso!). 
Continuo estudando, e só estou aguardando confirmação também pra adiar minhas seis provas presenciais marcadas para 8 de dezembro.

Conto com suas orações.
Beijos a todos, com profunda gratidão!

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Fragmentos de meu Curso




Discorra sobre a problemática da definição da identidade na adolescência. Por que há tantos questionamentos e indefinições? Por que os jovens geralmente preferem a convivência em grupos que em família?


Minha opinião


Problemática da definição da identidade na adolescência


Questionamentos. Indefinições. Preferências de relacionamento. Assim é a adolescência - é o período da vida do ser humano em que, devido a várias mudanças homonais, ocorrem as transformações mais aparentes em seu corpo. É a fase onde ele toma consciência de seu novo espaço no mundo e essa nova entrada no mundo produz confusão de conceitos e perda de referências.Por essa razão, essa etapa da vida gera uma crise com muitos sofrimentos e conflitos para ele.É uma etapa permeada de situações angustiantes, dúvidas, inseguranças e incertezas quanto ao 'amanhã'. Diante dessa realidade, e por esse motivo, os adultos possuem um papel fundamental em seu desenvolvimento (que para ser assegurado de forma saudável, estimulante, protegida), deverão asssumir uma perspectiva pedagógica de diálogo, respeito e referência para a construção de limites e de cuidados para com ele: nem autoritarismo (que reprime a construção da autonomia), nem a ausência da orientação. Segundo Sérgio Ozella, PUCSP, para relatório da UNICEF 2011, "os adolescentes esperam dos adultos (justamente) esse papel de guiar e conversar."
Grupo Familiar X Grupo de Amigos
É natural que os adolescentes prefiram seus grupos de amigos a seus familiares, porque eles possuem os mesmos interesses,  e têm gostos e desejos afins; portanto, eles se identificam com facilidade com esses grupos. Essa identificação é mais 'amigável' e menos conflitante, porque não há cobranças por parte de amigos - eles se aceitam (ou não), eles se amam (ou não) e essa seleção também é natural. E, a família, por sua vez representa a contramão de seus mais emergentes interesses, tudo aquilo que eles esperam, desejam, anseiam. Pelo excesso de cuidado e zelo, e a falta total de escuta, pais de adolescentes costumam cobrar mais do que deveriam, corrigem mais do que necessário e ainda apontam-lhes caminhos que eles, definitivamente, não querem seguir! A família, infelizmente, nessa etapa da vida do adolescente, não vai de encontro a seus interesses sociais, e por isso ele se afasta desse núcleo (pais e irmãos mais velhos), por representarem para ele uma ameaça à sua liberdade, que é tolhida com atitudes totalmente autoritárias.
Há um detalhe curioso e importante no Relatório O Direito de Ser Adolescente - Situação da Adolescência Brasileira 2011, através da representante do UNICEF no Brasil, Marie-Pierre Poirrier, em que ela declara: "nascer branco, ou negro, ou indígena, viver no Semiárido, na Amazônia ou numa comunidade popular nos grandes centros urbanos, ser menino ou menina, ter deficiência ainda determinam de forma cruel as possibilidades que os adolescentes têm de exercer seus direitos à saúde, à educação, (...). Tais vulnerabilidades e desigualdades precisam ser enfrentadas e superadas." Aqui, abro um parênteses, para um alerta aos testemunhos dos adolescentes das diversas classes (e grupos) sociais, entrevistados para esse relatório, onde vemos muito clara e nítida a situação de sofrimento que essas desigualdades provocam em suas vidas de adolescentes. Marie-Pierre ainda acrescenta: "Os adolescentes não são um grupo em si. Não são crianças grandes nem futuros adultos." Com essa afirmação, creio que estariam explicados a nebulosidade e o sofrimento que caracterizam a fase mais difícil (e cheia de incertezas!) da vida do ser humano. 
Fonte: Relatório UNICEF 2011 - 

Resposta da Tutora Mestra SAMIRA BISSOLI SALEME: 

Oi, Graça
Riquíssimo seu trabalho! Muito pertinentes suas colocações. O termo que trouxe à discussão (vulnerabilidade) está sempre muito relacionado à questão da resiliência, e é um tema interessantíssimo de se abordar!
Desejo um excelente curso a você, e sucesso em sua carreira.  A Educação é um desafio diário, que pode se transformar em fonte de grandes realizações!
Um abraço,
Samira.