terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Conto de Carnaval

Palhaço, eu?




Arquibancadas e passarelas, tudo já desmontado. Depois do Carnaval, a realidade.

A mágica foi desmanchada, as máscaras caíram. Para ele, o Carnaval apenas emprestou toda essa força para manifestar seus sonhos, contidos durante aquele ano inteiro.
Coincidência ou não, Pierre Peter teria que realizar uma tarefa da escola, cursava segundo grau.
Tema: qualquer coisa que versasse sobre Carnaval; e o jovem iniciou então sua pesquisa, livremente. E talvez porque decidira brincar esse ano fantasiado de Pierrô, sentou e digitou:
“Pierrô – personagem criada na França... antes Pedrolino”...
Pierre Peter via sempre seus sonhos serem despertados em toda sua explosão, nos dias de Carnaval.
Mas para sua grande tristeza, mais uma quarta-feira de cinzas havia chegado.
As luzes da cidade estavam-se apagando e ele dormiu e sonhou... sob o disfarce do apaixonado Pierrô, e certo de seu grande amor, vê sua Colombina à distância, e ela nem lhe dirige o olhar, tão dividida estava entre seu amor e Arlequim. Ele sofre e lamenta, canta seu canto triste e brejeiro, porém não ousa revelar-se. Seus lamentos não externados deixam-lhe a certeza de que as máscaras são feitas, simples assim, para esse propósito.
Andarilho dos carnavais, Pierre Peter escondia a tristeza do olhar. Buscava-a pelo iluminado e agitado salão, ávido de encontrar sua musa, mas a solidão doía e apertava, em meio a todos aqueles confetes e serpentinas.
O colorido do baile não preenchia a sua solidão. A alegria e os trajes multicoloridos dos foliões pareciam zombar de sua dor.




Pierre Peter desperta e percebe mais uma vez seus sonhos feito cinzas, junto com esse dia, na avenida deserta.
Luzes, festa, alegorias, tudo havia ficado para trás, e soava agora em sua memória mais uma decepção:
- Quem sabe no ano que vem.
O encanto de mais um carnaval se esvai, e outra vez, a desilusão de Pierre Peter, um estudante brasileiro, sim senhor. Mais uma vez, venceu a ilusão de um colecionador de sonhos.
De volta a casa, senta-se e digita:
“Colombina, dama de companhia da corte, usa da beleza e sedução para envolver e manipular Arlequim, acrobata e trapaceiro, e Pierrô, o poético e romântico sonhador”.
- Sim:palhaço!


E desmancha-se novamente em sonhos...






(Texto para Concurso do Empório do Café Literário)

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

60 primaveras


Meus 60 anos - Um registro de gratidão. Um retrospecto

I Parte
Amados (as)!
Mais um ano finalmente se passou!E com ele, tive por companheiros de caminhada, alguns acontecimentos bons, maravilhosos, outros nem tanto!
Alegrias...tristezas...saúde...adoecimentos...conquistas...suores...lágrimas...lutas...perseguições...humilhações...injustiças...indiferenças...descasos...dúvidas...inquietações...novos aprendizados...novos amigos...novas descobertas...vívidos conhecimentos...alguns cursos realizados...crescimento espiritual...evolução...surpresas agradáveis...mudanças...coletâneas publicadas...
Assim tem sido minha vida:
O amor a Deus e à humanidade foram prioridade na minha árdua e feliz caminhada! Estou me preparando para exercer a missão mais nobre à qual aspira, desde a juventude, a minha alma: ser Missionária.
Esse ano que passou fui ternamente amada por meus alunos, colegas, vices e diretores de escola.
Amei e fui profundamente amada por um incrível homem de Deus, lindo, íntegro, perfeito - numa comunhão plena de nossas almas e numa fusão eterna de ideais! Ainda o amo, com todas as eras, com todas as veras do meu coração!
Eu o amo porque é carinhoso com todos, de uma generosidade infinita e profundo respeitador e admirador do ser humano, como ser especial, criado por Deus!
Busquei a paz, e empenhei-me por alcançá-la!
Travei conhecimento com novas e diletas músicas e bandas incríveis! Que modificaram cem por cento meus dias menos ensolarados, acalmando feito bálsamo meu coração em dias nublados...
Orei diariamente por todos os meus irmãos de estrada, e, de alguns, fiz filhos espirituais.
Necessário foi aplicar correção em algumas atitudes, com as quais não concordava e inclusive me feria profundamente!
Amei ver a evolução e crescimento do meu blog Os Botões de Madrepérola. Porque foi através dele que granjeei tantos amigos, transbordantes de espiritualidade, generosidade, afeto, carinho, desdobramento! Sensíveis e amáveis ao extremo, singularmente atenciosos e prontos para uma palavra certa, na hora mais certa. Sempre numa interação festiva, alegre, solidária, carismática, fraterna.
Alguns já estão apenas na minha lembrança e memória. Em especial, o querido amigo Hod, a Gaivota Uzbekistã, com quem aprendi muito sobre Educação, poetrix, holografia...(com o senhor Hod, eu faria o último poetrix de sua vida terrena, já marcado no dia anterior à sua passagem). Deus o tenha em sua glória!
Por esse tempo, aperfeiçoei minha arte de Scrapper digital, e tive incontáveis oportunidades de felicitar, homenagear ou mesmo mimar meus amigos com essa minha arte...
Gostei da vinda do Facebook, pois com o Face encontrei e reencontrei amigos e familiares, de longe e de perto: lindos amigos, pessoas comuns, cidadãos de bem, poetas, escritores, jornalistas, pastores, professores, designers, scrappers, fotógrafos, pintores, artesãos, pedagogos, psicólogos, psicopedagogos, esteticistas, médicos, enfermeiros, telemensageiros, universitários, administradores de empresa, empresários, cientistas políticos, advogados, colegas, alunos e ex-lunos, biólogos, contabilistas, comerciantes, tradutores, literatos, teatrólogos, contistas, cronistas, equipes editoriais, secretários, arquitetos, cientistas da computação, giffers, tecnólogos, paisagistas, produtores de moda, antropólogos, blogueiros das mais diferenciadas áreas e categorias, amo vocês! Com cada um, especialmente, aprendi lições que jamais sonharia aprender. Cada uma dessas profissões citadas por mim aqui, tive - e tenho - pelo menos um amigo profissional na área citada! Quanta riqueza na diversidade...pessoas de diversas nacionalidades como Dinamarca, Portugal, Argentina, Espanha, Japão, Canadá, Estados Unidos, entre tantas outras nacionalidades que contribuíram para que eu fosse um pouquinho melhor do que sou, como pessoa...aos quais sou imensamente grata.
 A todos que chegaram e permaneceram...a todos quantos chegaram, mas por um motivo especial tiveram que ir embora, mas levaram consigo algo de bom meu...a todos que me encantaram e seduziram, com sua sabedoria única, ímpar... a todos que, em especial, me amaram...e aos que ainda conseguem fazê-lo, sem dificuldade, apesar de tudo...
Afirmo-lhes que Deus os fez assim, porque assim, do alto da sua divina onipotência, Ele os planejou! Como grande Arquiteto que é, sabia exatamente como e o momento certo de nos encontrarmos. Foi um belíssimo plano do nosso Pai Celestial fazer acontecer esse nosso Encontro!
E o Facebook, obediente a esse plano do Altíssimo, encarregou-se de nos estreitar ainda mais os laços...
(continua)