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domingo, 30 de janeiro de 2011

Em uma escola do Rio...



Amei.

!.!.·´¨·.. ♥GraçaLacerda♥..·´¨·.!.!

Obrigar??? Não mesmo.

Patenteado desde 2007, por uma companhia chamada Transform (que cria e vende desfibriladores cardíacos...)


iPad vira material escolar obrigatório em escola americana (!!!)


Lista de material escolar costuma ter caneta, cadernos, lápis coloridos, tesouras e afins. Agora, uma escola dos Estados Unidos obriga que seus alunos também tenham um iPad para estudar. A Webb School de Knoxville, no Tennessee, está exigindo que seus estudantes entre 8 e 18 anos comprem o tablet da Apple. O objetivo é que ele substitua os livros de textos. (grifo meu -continuar lendo, aqui)

Esse é o nosso, lançado pela Apple em 3 de dezembro (porém não oficializado pelo DOU - Diário Oficial da União, até novembro último):

O país importou legalmente 64 mil, em 2010. Só não se podem admitir certas "exigências" como a dessa escola do Tennessee...pois o preço é alto e ainda está longe da massificação da categoria (tablets).
E durma-se com um barulho desses!
Graça Lacerda

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

O ARROZ DE PALMA


(sugestão de  leitura)

"Família é prato difícil de preparar. São muitos ingredientes. Reunir todos é um problema, principalmente no Natal e no Ano Novo. Pouco importa a qualidade da panela, fazer uma família exige coragem, devoção e paciência. Não é para qualquer um. Os truques, os segredos, o imprevisível. Às vezes, dá até vontade de desistir. Preferimos o desconforto do estômago vazio. Vêm a preguiça, a conhecida falta de imaginação sobre o que se vai comer e aquele fastio. Mas a vida - azeitona verde no palito - sempre arruma um jeito de nos entusiasmar e abrir o apetite. O tempo põe a mesa, determina o número de cadeiras e os lugares. Súbito, feito milagre, a família está servida. Fulana sai a mais inteligente de todas. Beltrano veio no ponto, é o mais brincalhão e comunicativo, unanimidade. Sicrano - quem diria? - solou, endureceu, murchou antes do tempo. Este é o mais gordo, generoso, farto, abundante. Aquele o que surpreendeu e foi morar longe. Ela, a mais apaixonada. A outra, a mais consistente.
E você? É, você mesmo, que me lê os pensamentos e veio aqui me fazer companhia. Como saiu no álbum de retratos? O mais prático e objetivo? A mais sentimental? A mais prestativa? O que nunca quis nada com o trabalho? Seja quem for, não fique aí reclamando do gênero e do grau comparativo. Reúna essas tantas afinidades e antipatias que fazem parte da sua vida. Não há pressa. Eu espero. Já estão aí? Todas? Ótimo. Agora, ponha o avental, pegue a tábua, a faca mais afiada e tome alguns cuidados. Logo, logo, você também estará cheirando a alho e cebola. Não se envergonhe de chorar. Família é prato que emociona. E a gente chora mesmo. De alegria, de raiva ou de tristeza.
Primeiro cuidado: temperos exóticos alteram o sabor do parentesco. Mas, se misturadas com delicadeza, estas especiarias - que quase sempre vêm da África e do Oriente e nos parecem estranhas ao paladar - tornam a família muito mais colorida, interessante e saborosa.
Atenção também com os pesos e as medidas. Uma pitada a mais disso ou daquilo e, pronto, é um verdadeiro desastre. Família é prato extremamente sensível. Tudo tem de ser muito bem pesado, muito bem medido. Outra coisa: é preciso ter boa mão, ser profissional. Principalmente na hora que se decide meter a colher. Saber meter a colher é verdadeira arte. Uma grande amiga minha desandou a receita de toda a família, só porque meteu a colher na hora errada.
O pior é que ainda tem gente que acredita na receita da família perfeita. Bobagem. Tudo ilusão. Não existe “Família à Oswaldo Aranha”, “Família à Rossini”, Família à “Belle Meunière” ou “Família ao Molho Pardo” - em que o sangue é fundamental para o preparo da iguaria. Família é afinidade, é “à Moda da Casa”. E cada casa gosta de preparar a família a seu jeito.
Há famílias doces. Outras, meio amargas. Outras apimentadíssimas. Há também as que não têm gosto de nada - seriam assim um tipo de “Família Diet”, que você suporta só para manter a linha. Seja como for, família é prato que deve ser servido sempre quente, quentíssimo. Uma família fria é insuportável, impossível de se engolir.
Há famílias, por exemplo, que levam muito tempo para serem preparadas. Fica aquela receita cheia de recomendações de se fazer assim ou assado - uma chatice! Outras, ao contrário, se fazem de repente, de uma hora para outra, por atração física incontrolável - quase sempre de noite. Você acorda de manhã, feliz da vida, e quando vai ver já está com a família feita. Por isso é bom saber a hora certa de abaixar o fogo. Já vi famílias inteiras abortadas por causa de fogo alto.
Enfim, receita de família não se copia, se inventa. A gente vai aprendendo aos poucos, improvisando e transmitindo o que sabe no dia a dia. A gente cata um registro ali, de alguém que sabe e conta, e outro aqui, que ficou no pedaço de papel. Muita coisa se perde na lembrança. Principalmente na cabeça de um velho já meio caduco como eu. O que este veterano cozinheiro pode dizer é que, por mais sem graça, por pior que seja o paladar, família é prato que você tem que experimentar e comer. Se puder saborear, saboreie. Não ligue para etiquetas. Passe o pão naquele molhinho que ficou na porcelana, na louça, no alumínio ou no barro.
Aproveite ao máximo.
Família é prato que, quando se acaba, nunca mais se repete".

(Francisco Azevedo)


Segundo descrição da Submarino:

Primeiro romance a tratar da imigração portuguesa para o Brasil no século XX, O ARROZ DE PALMA narra a saga de uma família em busca de um futuro melhor, superando diversas dificuldades. Nos cem anos em que acompanhamos suas vidas, irmãos brigam e fazem as pazes. Uns casam e são felizes, outros se separam. Os filhos ora preocupam, ora dão satisfação. Tudo sempre acompanhado pelo arroz jogado no casamento dos patriarcas, José Custódio e Maria Romana, em 1908. Grão que serve de fio condutor desta história, como migalhas de pão jogadas no labirinto da memória.

  • Estreia na literatura do roteirista e dramaturgo Francisco Azevedo - autor das peças Unha e carne e A casa de Anais Nin, sucessos de público e crítica -, o livro começa com Antônio, filho de José e Maria, aos 88 anos, preparando o almoço que será servido à família, finalmente reunida após muito tempo. Enquanto combina os ingredientes, vão se misturando em sua mente as histórias que Tia Palma, irmã de seu pai, lhe contava. Mitologias familiares, que gravitam em torno desse arroz e também em torno das dificuldades em se largar uma terra amada por um futuro duvidoso.

    No casamento dos pais, em Viana do Castelo, norte de Portugal, seguindo a tradição, o casal saiu da igreja sob uma chuva de arroz. Recolhido por Palma, esses 12 quilos de arroz foram acompanhando a família, sendo fundamentais em vários momentos. Como quando, para tratar da infertilidade da cunhada e do irmão, Palma dá a ele um laxante e depois prepara uma canja com esse arroz. O mesmo que ela presenteia ao sobrinho Antônio no dia de seu casamento. Uma união selada num almoço em que a família serviu esse arroz com bacalhau. O ARROZ DE PALMA é um romance delicado, que emociona e comove. Com um certo ar de Isabel Allende, a trama tem um forte componente sentimental. Uma nostalgia por um tempo em que a família abrigava as pessoas. Um ideal que, portugueses ou não, todos herdamos.
  • Editora: Record
  • Autor: FRANCISCO AZEVEDO
  • ISBN: 9788501081940
  • Origem: Nacional
  • Ano: 2008
  • Edição: 1
  • Número de páginas: 368
  • Acabamento: Brochura
  • Formato: Médio
  • Preço: 35,90
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Veja também com que "graça" a Dalva do Infinito Particular descreveu sobre a obra!

Boa leitura! Estou re-lendo...
Abraços,
Graça

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Série Bibliotecas - XI

A Rainbow of Books...




Que tal uma bela estante cor do arco-íris organizada especialmente por você??
Para quem gosta de livros, o prazer da leitura e o de montar uma agradável estante em sua biblioteca são complementares: é aqui que entra seu senso estético ao lado do seu apuradíssimo gosto literário...
Aprenda a fazer um arco-íris de livros - uma forma bonita e elegante de arrumar seus livros, capaz de conferir um visual novo a qualquer ambiente de leitura!
Os livros são classificados normalmente por assunto, autor, editora, tamanho, mas legal mesmo é organizá-los por cores!!
Primeiro, retire todos os seus queridos da estante. Separe os volumes pela cor e pelo tom. Depois comece a recolocá-los no lugar, iniciando pelas cores mais quentes, passando pelos tons mais claros e chegando aos tons mais escuros das cores frias. Ficará mais ou menos assim: Vermelhos, Laranjas, Amarelos, Brancos, Azuis, Verdes. Você também pode fazer uma seção só para pretos e tons de cinza, ou imprimir capas personalizadas de várias cores, conforme seu gosto pessoal.
Eu particularmente não adotaria, pois sou rigorosa com a classificação das obras nas estantes por assunto, mas na estante pessoal, nada mal...


Veja como fica lindo, nessas fotos que garimpei no flickr para você, e, se desejar, veja muitas outras, dos colecionadores:














NOTÍCIAS:


1. Biblioteca Mário de Andrade reabre em S. P. após três anos fechada
2. Professores e  Bibliotecas Públicas recebem novos acervos do MEC
3. Exposição celebra 200 anos da Biblioteca Nacional
4. Aprender a ler e escrever altera a forma de funcionamento do cérebro
4.1 O hábito faz o leitor - Um papo sobre e-books, leitura e neurociência
5. Galeno Amorim é o novo presidente da Fundação Biblioteca Nacional



Bom divertimento!
Boas leituras!
Bom aprendizado.

Graça Lacerda


domingo, 23 de janeiro de 2011

O ENCANTO, O PRAZER E A UTILIDADE DA LEITURA








♥ PROJETO LITERÁRIO ♥


Introdução


"A solução dos problemas humanos terá que contar sempre com a literatura, a música, a pintura, enfim com as artes. O homem necessita de beleza como necessita de pão e de liberdade. As artes existirão enquanto o homem existir sobre a face da terra. A literatura será sempre uma arma do homem em sua caminhada pela terra, em sua busca de felicidade."(Jorge Amado)






Merecem consideração autores de diversas épocas e das mais variadas nacionalidades, a título de curiosidade.


a) Literatura Grega: Homero, Heródoto, Hipócrates, Aristófanes, Ésquilo, Sófocles, Eurípedes, Lísias, Platão, Aristóteles.
b) Literatura Romana: Lívio, Cícero, Augusto, Odoacro, Plauto, Terêncio, Ênio, Catão, Virgílio, Ovídio, Júlio César, Tito Lívio, Sêneca, Santo Agostinho.
c) Literatura Portuguesa: Gil Vicente (teatro); Garcia de Rezende, Fernão Lopes, Gomes Eanes Zurara, Rui de Pina, Camões, Fernão M. Pinto, Pe. Antônio Vieira, Pe. Manuel Bernardes, Frei Luís de Sousa, Francisco Rodrigues Lobo, Bocage, Almeida Garrett, Alexandre Herculano, Antônio Feliciano de Castilho, Júlio Dinis, Antero de Quental, Fernando Namora, Alves Redol, Jose Ramón Santana Vásquez, José Saramago, António Lobo Antunes, entre outros.
d) Literatura Brasileira: Pero Vaz de Cminha (Carta); Manuel Botelho de Oliveira, Gregório de Matos Guerra, Pe. Antônio Vieira, Santa Rita Durão, Basílio da Gama, Cláudio M. da Costa, Tomás Antônio Gonzaga, Alvarenga Peixoto, Domingos Magalhães, Junqueira Freire, Álvares de Azevedo, Casimiro de Abreu, Fagundes Varela, Castro Alves, Joaquim M. de Macedo, Manuel A. de Ameida, José de Alencar, Visconde de Taunay, Franklin Távora, Martins Pena (iniciador da comédia de costumes); Aluízio Azevedo, Adolfo Caminha, Júlio Ribeiro, Raul Pompéia, Machado de Assis (maior nome do Realismo); Rui Barbosa; os poetas parnasianos Alberto de Oliveira, Raimundo Correia, Olavo Bilac, Vicente de Carvalho; Cruz e Sousa, Alphonsus de Guimaraens e Augusto dos Anjos (Simbolismo); Pré-Modernismo: Raul de Leoni, Martins Fontes, Afonso Schmidt, Manuel Bandeira, Cassiano Ricardo, Cecília Meireles, Guilherme de Almeida, Menotti del Picchia, Mário de Andrade, Afonso Arinos, Euclides da Cunha, Lima Barreto, Afrânio Peixoto, Coelho Neto, Oswald de Andrade (Manifesto Pau-Brasil);Raul Bopp, Augusto F. Schidt, Carlos Drummond de Andrade, Murilo Mendes, Jorge de Lima, Mário Quintana, Vinícius de Moraes, João Cabral de Melo Neto, Tiago de Melo; os concretistas Augusto de Campos, Haroldo de Campos, Décio Pignatari; Mário Chamil (poesia Práxis); Antônio de Alcântara Machado, José Américo de Almeida, José Lins do Rego, Rachel de Queiroz, Graciliano Ramos, Jorge Amado, Érico Veríssimo, Ciro dos Anjos, Marques Rebelo, Josué Montello, Adonias Filho, Antônio Callado, Mário Palmério, Guimarães Rosa, Clarice Lispector, Otto Lara Resende, Rubem Braga, Fernando Sabino (e vários outros cronistas consagrados); Lygia Fagundes Telles, Autran Dourado, Alina Paim, Nélida Piñon, Adélia Prado, José Cândido de Carvalho, Luís Fernando Veríssimo, Ignácio de Loyola Brandão, Carlos Heitor Cony, Dalton Trevisan, Marco Santos (autor de Popularíssimo:o ator Brandão e seu tempo); Eduardo Lara Resende, e muitos outros!!!.
e) Literatura Alemã: Primeira Poesia: ‘Canção de Hildebrando’;W. Von Echembach – ‘Parsifal’ (adaptado de Chétien de Troyes); ‘Cantar dos Nibelungen’ (lendas, sagas e poesia cavaleiresca antiga); Martin Optiz (1ª. Novela pastoril); Joann J. Bodmer; Klopstock (1º grande poeta alemão); G. E. Lessing (Lacoonte – ensaio); Goethe (maior poeta alemão); Marx, Nietzche, Kafka; do nosso século: Hermann Hesse (Sidarta), Bertolt Brecht, Tomas Mann, Erick Maria Remarque, Rainer Maria Rilke (cartas);
f) Literatura Espanhola: Lourenço Segura de Astorga, Miguel de Cervantes, Romanceiro de Cid (Carlos Magno e Rei Artur); Santa Teresa d’Avilla, Lope de Veja, Calderon de La Barca, D. Manuel José Quintana (odes patrióticas); D. Juan Nicazio Gallezo; do nosso século: romancistas: Pio Baroja, Vicente Blanco Ibañez, Valle – Inclán, poetas: Antõnio Machado, Jorge Guillén, Miguel Hernández, Garcia Lorca (principal); ensaístas: Unamuno, Ortega Y Gasset, Ramón M. Pidal.
g) Literatura Francesa: Rabellais (Gargântua e Pantagruel); Molière, Corneille, Racine, Diderot, D’Alambert,; os pensadores: Voltaire, Montesquieu, Buffon, Rousseau; Madame Stael, Chateaubriand, Lamartine, Delavigne, Vigny, Victor Hugo, Alexandre Dumas (pai), Alexandre Dumas (filho), Honoré de Balzac, Baudelaire, Gustave Flaubert, Júlio Verne, Emily Zola, Mallarmé, Maupassant, Rimbaud, Gide, Marcel Proust, Antoine de Saint-Exupéry (O Pequeno Príncipe, Terra dos Homens, Correio Sul...); Sartre, Simone de Beauvoir.
h) Literatura Inglesa: Beowulf – 1ª. Obra produzida na Inglaterra; Geoffey Chaucer, John Wyeliff, Thomas Wyatt, Henry Howard, William Shakespeare, Ben Johnson, Thomas Dekker, George Chapman, Francis Beaumont, John Fletcher, Edmund Spencer, John Lyly (Eufhuism), Francis Bacon, Olivier Cromwell, John Milton (Paradise Lost), Dryden, Sir William D’Avenant, Daniel Defoe (Robinson Crusoe), Jonathan Swift, Willaim Wordsworth (melhor sonetista), Coleridge, Lord Byron, Sir Walter Scott, John Keats e Shelley (2a. geração romântica), Jane Austen, Charles Dickens, George Eliot, Charlotte, Émile Brontë, Thomas Carlyle, Rudyard Kipling, Stewvenson, Thomas Hardy, e os da atualidade: George Bernard Shaw, Virginia Woolf, Aldous Huxley, Graham Greene, Joseph Conrad, D. H. Lawrence, William S. Maugham, Katherine Mansfield, James Joyce, T. S. Eliot, J. K. Rowling (Harry Potter), J. R. R. Tolkien ( O Senhor dos Anéis).
i) Literatura Italiana: Dante Alighieri (Divina Comédia), Petrarca, Boccaccio (Decameron)., Lourenço de Medicis, Angelo Policiano (Orfeu), Ariosto (Orlando Furioso), Torquato Tasso (Jerusalém Libertada), Machiavelli (O Príncipe), Guarini (Pastor Fido), Alexandre Tassoni, Marini, Goldoni, Alfieri, Scipião Maffei, Ugo Foscolo, Manzoni (Hinos Sagrados), Leopardi, Benedeto Croce, e os do nosso século: Giovanni Papini, Marinetti, Salvatore Quasimodo, Lampedusa, Pirandello, Pasolini (também cineasta), Umberto Eco, entre outros.
j) Literatura Norte-Americana: Michael Wigglesworth (poema Day of Domm), Edward Taylor, Nathaniel Hawthorne (The Scarlet Letter), Herman Melville (Moby Dick), Edgar Alan Poe (fantástico e esotérico: The Raven e Anabel Lee), Beecher Stowe (A Cabana do Pai Tomás), Mark Twain (Huckberry Finn e The Mysterious Stranger), Henry James (The Ambassators, The Wings of the Dove, The Golden Bow), J. Fenimore Cooper, Walt Whitman, Theodore Dreiser, Sincair Lewis, Ernest Hemingway ( O Sol Também se levanta, O Velho e o Mar, Por Quem os Sinos Dobram e outros), Fitzgerald, William Fawkner, John Seinbeck, entre outros.




1.Justificativa


Para o poeta Mário Quintana, nossas crianças e jovens não se acostumaram a ler corretamente porque apenas olham as figuras das histórias em quadrinhos, numa
“fraseologia de guinchos e uivos”, uma subliteratura do homem das cavernas. Felizmente, parece que este quadro já mudou, nos dias atuais.
Na opinião do educador Paulo Freire, “todo homem precisa ter contato com o computador para estar à altura de seu tempo”. Porém, por mais bonito e colorido que o programa seja, nada substitui o livro de verdade: a narrativa encadeada e as situações imaginárias perdem bastante de seu encanto quando transferidas para o monitor.
E Mery Weiss disse: “Ler é viajar pelo mundo. É conhecer outros povos, outras terras, outras terras, outras culturas. É conhecer também seu mundo interior, identificando emoções, sentimentos. É tornar-se sensível e criativo”.
Em sentido amplo, o termo literatura apresenta diversos sentidos: conjunto dos trabalhos literários de um país ou de uma época e de seus autores.
Em sentido restrito, define-se a literatura ou arte literária como ‘ expressão dos conteúdos da ficção, ou da imaginação, por meio de palavras de sentido múltiplo e pessoal’ (Massaud Moisés).
Como entramos, já, na era do computador, e a evolução da mente acompanha, com certeza, a revolução informática, pois a expansão tecnológica prossegue acelerada. Urge que as novas gerações descubram a leitura estimuladora e criadora, e através dela alcancem a formação humanística (literatura, filosofia, ciências humanas e artes), para que assim, os criadores de programas possam partir daí para construírem um patrimônio cultural valioso para nossas crianças e nossos jovens de hoje!




2. Objetivos gerais/específicos
a) Estimular e desenvolver o gosto pela leitura.
b) Familiarizar os alunos com a leitura dos “Clássicos”.
c) Ampliar horizontes, fazendo com que haja enriquecimento interior, aquisição de cultura e crescimento pessoal.
d) Mudar o comportamento e atitudes diante da vida e das pessoas.
e) Conhecer e admirar obras de grandes artistas da palavra que tão bem souberam mostrar e registrar a vida e os sentimentos humanos.
f) Introduzir o conhecimento da poesia concreta e da ciberpoesia.




3. Atividades
a) Leituras, dramatizações, encenações, vídeos, acervo rotativo.
b) Estabelecer comparações com os vídeos correspondentes produzidos, traçando um paralelo ente ambos: fidelidade à trama e ao texto, linguagem utilizada, expressão de determinados comportamentos da época, caracterização das personagens, e outros.
c) Debates, com temas geradores, como: o que tem a ver a Literatura com a História? E com o desenvolvimento Científico?
d) Colocar os alunos em contato com Obras Clássicas da Literatura Brasileira e mundial e Obras Interdisciplinares do acervo bibliotecário, e, na falta de alguns, recorrer a ajuda com parceiros de outras escolas.
e) Para os pequenos, elaborar o subprojeto ‘Cantinho da leitura Itinerante: A Viagem para a Grande Viagem’.
f) Executar o Projeto ‘Tendas em Cartaz’:
@ Do papiro surgiu o papel... (data _/_/_)
@ E do papel nasceu o livro. (data_/_/_)
@ Videologia: Seriados na TV? Aproveite: leia o livro! (data_/_/_)
@ Um filme atual: assista ao filme e leia a obra. (data_/_/_)
@ Abre-te, Sésamo ! Contos de Malba Tahan (data_/_/_)
@ Um livro bom é um amigo que fala. Para crianças.(_/_/_)
@ ‘Devore estes livros’: um pouco de culinária...(_/_/_)
@ ‘Fábulas Fabulosas’ de Millôr Fernandes e outras fábulas (_/_/_)
@ Quem conta um conto... Contar e ouvir: necessidade humana de comunicação (_/_/_)
@ Júlio Verne: AVolta ao Mundo em 80 dias e Vinte Semanas em um Balão (_/_/_)
@ ‘Uma Escola assim eu quero pra mim’ de Elias José (_/_/_)
@ Grimm, Perrault e Andersen (três mágicos do Conto Infantil) (_/_/_)
@ Um passeio pelo ‘Sítio do Pica-pau Amarelo’ (Monteiro Lobato x Tatiana Belinky) (_/_/_)
@ Alimentando a fantasia de gerações: Marco Pólo (_/_/_)
@ As Mil e Uma Noites – séc III (Sherazade e Sinbad, o Marujo) (_/_/_)
@ Todas as Histórias do mundo se compõem de apenas 26 letras... ‘A História sem Fim’ de Wolfgang (_/_/_)




4. Sensibilização
Vejamos depoimento de alguns autores sobre o que significa para eles escrever para os jovens:
Andersen disse: “Em minha alma existe uma riqueza tal de ideias que a vida é muito curta para exaurir esse manancial”.
Pedro Bandeira: “O jovem gosta de escritores ágeis e eletrizantes, e procuro satisfazer a preferência deles...”
Marina Colasanti: “Gosto de escrever para os jovens porque a adolescência é uma fase cheia de conflitos e complexos interiores. É a idade da incompreensão, do sofrimento inexplicável, das queixas contra tudo e contra todos; da solidão, da poesia, do gosto pela natureza, a idade dos diários secretos e do amor, e da confidência entre os amigos”.
Coelho Neto: “O livro é sempre um degrau: sobe, se é bom; desce, se é mau.”
Monteiro Lobato: ‘Um país se faz com homens e livros.’
Carlos Drummond de Andrade, quando era criança, encomendou para seu pai a Biblioteca Nacional de Obras Célebres... Sua mãe reclamava: ‘Não dorme este menino?’ e seu irmão: ‘Apaga a luz, cretino!’ Enquanto isso, Drummond ia tropeçando nas filosofias da Biblioteca verde, cheirando a pinho...
Guimarães Rosa, em suas ‘sagas’ pelos sertões agrestes de Minas Gerais, descortinou desertos, sentiu a alma da terra e do povo rude e simples do sertão.
Júlio Verne, aos 11 anos fugiu de casa, e após ter sido encontrado e repreendido por seu pai, afirmou: “Fique tranqüilo, meu pai. De agora em diante não viajarei senão em sonhos...” E foi assim mesmo, com ‘Cinco Semanas num Balão’, ‘Viagem ao Centro da Terra’, ‘Vinte Mil Léguas Submarinas’, ‘Volta ao Mundo em 80 dias’, ‘Da Terra à Lua’ e tantos outros...
Uma boa leitura pode ser uma fonte rica de descobertas e sensações e permitir a você imaginar-se nas mesmas situações em que vivem os heróis das histórias. A leitura oferece ricas e variadas experiências da vida: percorremos continentes, visitamos as Américas e a Austrália; caçamos tigres na Ásia, jacarés no Pantanal; fazemos expedições ao pólo Norte; afrontamos as fúrias do oceano a bordo de uma jangada; atravessamos as tundras siberianas; voamos num balão dirigível, damos uma volta ao mundo em 80 dias e viajamos ao centro da Terra...
É nas páginas de um livro que você poderá encontrar uma pessoa igualzinha a você, que vive o seu próprio ideal e sonha o seu mesmo sonho!
Em um bom livro você irá encontrar também aquelas idéias que procurava ou os versos que você não chegou a escrever; os atos de bravura que gostaria de praticar ou a oração que seu espírito não conseguiu formular...
Um bom livro pode ajudá-lo a deixar de lado aquele complexo do Patinho Feio e faze-lo percorrer e transpor as Vinte Mil Léguas Submarinas...
Pode ainda libertar sua imaginação para uma excursão sideral, da Terra a qualquer ponto do universo, com bilhete de ida e volta...
Ou, se vocês preferirem, um turismo mais requintado, arrebatando-se de trem para um cataclisma cósmico, numa luminosa região cometária, rolando através do infinito...




5. Sugerir a leitura de obras clássicas:
‘Jovem,
Aqui estão reunidos livros para o teu prazer espiritual. Dizem que estás na mais perigosa das idades, justamente porque a tua personalidade se está constituindo em bases definidas. Começas a olhar para o futuro, esperando realizar grandes coisas na vida: tua imaginação doura e pinta de novas cores os horizontes. Tens tuas ânsias de reformar e desejar conservar a tradição que enobrece as famílias e os povos. Contradições apenas aparentes, porque podes harmonizá-las, no teu entusiasmo, nas tuas realizações. Não queres perder oportunidade alguma de desenvolver as potências do teu espírito: por isso estendes antenas por toda a parte, para que possam ouvir todas as vozes que tenham alguma coisa a te dizer.
Desejas comunicar os teus sonhos e os teus ideais: precisas de companheiros que te entendam, que te ouçam, que em ti confiem e em quem confies; que sintam que és alguém na vida; que também tens uma mensagem interior, que flama da tua inteligência a comunicar ao mundo. Já te lembraste dos amigos que encontrarás nas páginas de um bom livro? É aí, às vezes, que te espera a alma irmã da tua, que vive o teu próprio ideal e sonha o teu próprio sonho. Aí encontrarás a expressão verbal que procuravas...’


Morro dos Ventos Uivantes (Emily Brontë)
Os Miseráveis (Victor Hugo)
Papai Pernilongo (Jean Webster)
O Mágico de Oz (L. Frank Baum)
Iazul (Malba Tahan)
Quo Vadis (Henryk Sienkiewicz)
Crime e Castigo (Dostoiewski)
A Filha do Capitão (Pushkin)
Os Patins de Prata (Mary Mapes Dodge)
Jane Eyre (Charlotte Brontë)
O Príncipe Feliz (Oscar Wilde)
Orgulho e Preconceito (Jane Austen)
Eneida (Virgílio)
Os Inocentes (Henry Janes)
Eugênia Grandet (Balzac)
A Máquina do Tempo (Herbert George Wells)
A Ilha do Dr. Moreau (Herbert George Wells)
Guerra e Paz (Leon Tolstoi)
Heidi (Joanna Spyri)
A Tulipa Negra (Alexandre Dumas – pai)
O Conde de Monte Cristo (idem)
Os Três Mosqueteiros (idem)
Os Irmãos Corsos (idem)
As Aventuras de Tom Sawyer (Mark Twain)
Conto de Natal (Charles Dickens)
Viagem ao Centro da Terra (Júlio Verne – pioneiro da narrativa de ficção)
Da Terra à Lua (idem)
Vinte Mil Léguas Submarinas (idem)
A Volta ao Mundo em 80 Dias (idem)
A Ilha Misteriosa (idem)
Os Filhos do Capitão Grant (idem)
Keraban (entre outros de sua autoria -idem)
Odisséia (Homero)
Os Lusíadas (Luís Vaz de Camões)
Romeu e Julieta (William Shakespeare)
O Vermelho e o Negro (Stendhal)
Longa Jornada Noite Adentro (O’Neill)
Bodas de Sangue (Garcia Lorca)
Um Bonde chamado Desejo (Tennessee Williams)
Madame Bovary (Flaubert)
Casa de Bonecas (Henrick Ibsen)
Medeia (Eurípedes)
Mãe (Máximo Gorki)
A Boa Terra (Pearl’s Buck)
Os Trabalhadores do Mar (Victor Hugo)
A Morte do Caixeiro-Viajante (Arthur Miller)
As Vinhas da Ira; A Pérola (Steinbeck)
A Morte em Veneza (Thomas Mann)
Ensaios (Montaigne)
Moby Dick (Herman Melville)
Como era Verde meu Vale (Llewellyn)
Nada de Novo no Front (Erich M. Remarque)
O Espião que Saiu do Frio (John Le Carré)
Humano Demasiado Humano (Nietzsche)
O Dia do Chacal (Frederick Forsyth)
Édipo Rei (Sófocles)
O Estrangeiro (Albert Camus)
Obras Completas (Monteiro Lobato, Machado de Assis, José de Alencar, Guimarães Rosa, Graciliano Ramos, Jorge amado)
As Viagens de Gulliver (Jonathan Swift)
Contos (Hans C. Andersen)
Contos de Fadas (Irmãos Grimm)
Contos de Fadas (Charles Perrault)
As Mil e Uma Noites (tradição oral de povos orientais)
Fábulas (Esopo)
A Ilha do Tesouro (R. L. Stevenson)
O Livro da Selva (Rudyard Kipling)
A Cabana do Pai Tomás (Harriet Beecher Stowe)
Robin Hood (Henry Rider Haggard)
Dom Quixote (Miguel de Cervantes)
Contos (Edgar Allan Poe)
Caninos Brancos (John Griffith)
Robson Crusoe (Daniel Defoe)
O Último dos Moicanos (James F. Cooper)
David Cpperfield (Charles Dickens)
Hamlet (e toda obra clássica e poemas) de Shakespeare
Obras de Clarice Lispector, Érico Veríssimo, dentre tantos outros brasileiros e portugueses consagrados, de todos os tempos!
Obs. Esta pequena lista poderá e deverá ser ampliada e enriquecida, com obras atuais.




 5.1 Assuntos para todos os gostos:
Amor
Aventura
Mistério
Suspense
Fantasia
Memórias
Ficção
Humor
Realismo Fantástico
Policial
Diário
Regionalista
Garotos
Contos
Crônicas
Quadrinhos
Adolescência
Romance
Biografias
Teatro
Cartas
Épicos
Poesia
Família
Informação (texto técnico)
Leitura científica
Fábulas
Contos
Terror
Drama e muitos outros...




6. Por que algumas obras são excepcionais


* Um livro ganha valor universal e ultrapassa o período em que foi feito QUANDO TOCA NO QUE REALMENTE IMPORTA AO HOMEM, em qualquer época, e QUANDO EXPLORA AO MÁXIMO AS POSSIBILIDADES DA LINGUAGEM.


* Obras de outras épocas precisam ser analisadas dentro da realidade em que foram escritas. É um erro vê-las com as preocupações dos nossos dias.


* Outro erro/engano grave é levar em consideração apenas a biografia do autor para estudar/ler um livro.


* Quanto mais informações você tiver sobre a época e as condições em que a obra foi feita, mais profunda se tornará a leitura.


* Quando algumas características se tornam comuns e específicas de uma época, ela é chamada de periodo literário. Porém, nenhum período possui apenas escritores que seguem todas as características dessa época. Além disso, muitas vezes as marcas para separar um período do outro são arbitrárias, e demarcadas apenas para estudos didáticos.




7. A poesia: está abandonada? (estudo posterior)
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8. A poesia concreta como precursora da ciberpoesia
- Sobre a poética digital –
Tanto a net como a e-poesia (as chamadas ciberpoesias), fazem parte de uma linha evolutiva, que tem como precursora a poesia concreta, que inovou no século XX. Elas fazem parte do que chamamos ciberarte e net arte (web arte ou arte das redes): meio que utiliza-se das redes de computador, que através de seus conteúdos técnicos, culturais e sociais formam a base para esse trabalho artístico, as quais envolvem também as galerias e as exposições virtuais.
A ciberpoesia e suas variantes, por sua vez, ‘pertencem ao território mais amplo da ciberarte.’
- A poesia na paisagem eletrônica -
A paisagem eletrônica é toda feita de léxico, escrituras e esse mundo depende da política de gramáticas e de códigos como HTML, Java script, entre outros.Desse modo, a Rede é essencialmente escrita: processadores de texto, programas de manipulação da imagem, ferramentas de animação, geradores HTML e outros tantos recursos da mídia digital.
Para Lúcia Santaella, ‘escrever nunca mais será o mesmo, agora que seus links mentais se tornaram manifestos em um sistema de escrita que permite a interdependência dos elementos dentro de um ambiente em constante fluxo’(...) ‘o texto não é físico, mas exibido, semelhante a filmes, vídeos, hologramas, e outras mídias projetáveis.’
A e-escrita não é fixa, diz Lúcia, ‘não é um arranjo de símbolos estáticos em uma página estável. A escrita faz algo. Mas para agir, ela depende da interação do leitor. Assim, ela pode mudar em tempo real, sob efeito do controle do leitor, de acordo com a programação.’
- Três modos de exploração criativa da cibertextualidade -
A textualidade eletrônica apresenta hoje em dia três formas principais:
a) hipertexto
b) texto visual cinético
c) trabalhos em mídias programáveis
Isso tudo realizado através de uma semiótica híbrida, com todas as suas possibilidades gráficas (diferentes mídias imagéticas: gráficas, fotográficas imagéticas, bem como o som.
O hipertexto está relacionado com obras narrativas (prosa literária interativa e games);
O texto visual cinético diz respeito à e-poesia;
Os trabalhos em mídias programáveis estão localizados na fronteira fluida da net arte e net poesia.
Algumas das vantagens da poesia digital, segundo Lúcia, ‘estão em sua habilidade para empregar multimeios, ser interativa e aumentar a circulação.
Nesse ambiente, o poema vive em uma matriz de meios, uma galáxia de significantes. Compor, limpar, colocar algo e remover, copiar motivos específicos e depois replicá-los no mesmo ou em outros arquivos, etc. são recursos que permitem estender, empurrar e experimentar (...).
Habilidades para dar à composição qualidades cinéticas (move-se enquanto é exibida, capaz de programar elementos, copiar e enviar instantaneamente, e, sem rigidez, entrar em uma textualidade ‘múltipla, variável e vibrante’.
- Qualidades da e-poesia –
a) intermidialidade
b) hibridização
c) interatividade
d) permutabilidade
e) cinética






9. A poesia concreta e o contexto da poética precursora da e-poesia


De acordo com Lúcia, ‘os poetas e teóricos da e-poesia têm sido unânimes na indicação de seus precursores, entre os quais encontram-se os poetas concretos (...) ‘sendo Mallarmé o primeiro dentre eles’.
Além de Mallarmé, Apollinaire e Pound, inovadores modernistas, Cummings contribuiu para uma poética em que a máquina de escrever afasta a caneta da mão dos literatos: com uma precisão que cria o movimento, ‘Cummings criou um modo peculiar de fazer poesia. Nos seus poemas, segmentos frásicos muito breves são precisamente cortados e distribuídos verticalmente na página’.
Cummings não se dá por satisfeito, com esse deslocamento de palavras no tempo-espaço: fissura a palavra e extrai sentidos sonoro-visuais da letra-fonema.
‘Letras, sinais, espaçamentos e entrelinhas ondulam em movimentos verticais como frutos de um trabalho meticuloso, de amor pelos detalhes mais ínfimos que fazem do poema delicada filigrana para a captura precisa das minúcias do impreciso’.
Mallarmé chamou de branco da página o campo de atuação dos elementos plásticos da composição, que são exatamente os ‘tipos gráficos em tamanhos e formas variadas, posição de linhas tipográficas que fazem do poema uma relação de materiais e criam uma nova sintaxe com uma outra dinâmica que opera por justaposição (...). Uma sintaxe que não pode mais ser tomada de um ponto de vista linguístico gramatical, mas sob a ótica das relações (...) sobre a página.’
Os concretistas precursores, e os ciberpoetas de agora sabem perfeitamente ‘tornar visível seus DIAGRAMAS internos, (...) formas que desenham sentidos’, trazendo processos mais próximos do visual ideogrâmico do que do visual ótico.
A paternidade dos poetas concretos é, sem dúvida, reconhecida pela e-poesia atual.
{Lúcia Santaella, inspiradora do 5º item desse post, é doutora em Teoria Literária pela PUCSP e Livre-Docente pela USP.}




10. Culminância
Ao final do projeto, o professor deverá ter sido capaz de:
Proporcionar aos alunos uma perfeita compreensão de algumas obras serem excepcionais; e certificar-se de que esta viagem rumo ao prazer e ao conhecimento, oferecida à sensibilidade de cada um e emoções que todos com certeza já experimentamos algum dia.
O aluno deverá ter compreendido:
♥ quanto mais informações tiver sobre a época e as condições em que a obra foi feita, mais profunda e rica se tornará sua leitura;
♥ um livro ganha valor universal e ultrapassa o período em que foi escrito 'quando toca no que realmente importa ao homem' e explora ao máximo as possibilidades da linguagem, conforme já foi dito.




11. Avaliação do Projeto
A avaliação será formativa, através dos resultados desta bela e emocionante viagem rumo ao prazer e ao conhecimento; viagem esta oferecida à sensibilidade de cada um, e as emoções que com certeza todos nós já experimentamos algum dia. Será feita também através da observação na participação das aulas e nas atividades propostas, em que se avaliarão mudanças de comportamentos, hábitos, atitudes e crescimento pessoal.
Cada professor, de acordo com embasamento neste projeto, deverá elaborar um Plano de Trabalho que venha de encontro às necessidades de seus alunos.
Que todos possam dizer, ao final, que delícia de leitura e que bom é inventar histórias e poesias! E que significativo foi a influência dos escritores em minha vida!


(imagens net:flickr)

sábado, 22 de janeiro de 2011

Sugestão de Leitura



Sinopse
A saga de Penelope Keeling, filha de um pintor vitoriano idoso e de uma jovem francesa, liberal e inteligente...
(continue lendo, aqui).
Penelope Keeling é filha de um pintor vitoriano idoso e de uma jovem francesa liberal e independente. Foi feliz por ter sido uma filha amada, e infeliz por ter se casado com o homem errado. Ao longo de 600 páginas, o mundo de Penelope arrebatará o leitor de tal maneira, que será impossível não se envolver com o destino instigante da Família Keeling.
Boa leitura!


Editora: Bertrand Brasil
Categoria: Literatura Estrangeira / Romance

domingo, 16 de janeiro de 2011

Série: QUEM CONTA UM CONTO...Parte I



(imagem meramente ilustrativa)

STEPHEN DENNING E A NARRAÇÃO 

 Certa vez, o consultor Stephen Denning, ex-executivo que atuou como diretor do Banco Mundial, com o intento de convencer o pessoal do banco a apoiar iniciativas de "gestão do conhecimento" (noção “bastante estranha à organização” naquela época), apresentou-lhes vários argumentos sobre sua 'tese', utilizou-se de inúmeras e instrutivas apresentações de Power Point, e já estava quase 'apelando' para uma plateia que, decididamente, ele sabia que não o estava ouvindo!! Denning precisava que compreendessem a importância de partilhar e alavancar a informação de que era necessário “reunir o conhecimento pulverizado por todo o banco”, segundo disse ele.
Foi então que, em 1996, começou a contar uma história àquelas pessoas:

“Em junho de 1995, uma profissional da saúde de uma cidadezinha da Zâmbia entrou no website da agência americana de saúde CDC (Centers for Disease Control) e tirou uma dúvida sobre o tratamento da malária. Veja bem: isso foi na Zâmbia, um dos países mais popbres do mundo, num lugarejo perdido a 600 quilômetros da capital. Mas a coisa mais extraordinária nesse quadro, ao menos para nós, é que o Banco Mundial não figura nele. Apesar do nosso know-how em toda sorte de questão ligada à pobreza, esse conhecimento não está disponível aos milhões de pessoas que poderiam usá-lo. Imagine se estivese. Imagine que organização poderíamos nos tornar."

Essa história de Denning ajudou, por fim, a equipe e a direção do Banco Mundial a vislumbrar outro futuro para  a organização, e, mais tarde, quando a Gestão do Conhecimento tornou-se uma “prioridade corporativa oficial”, Denning utilizou-se de histórias similares para continuar sustentando sua iniciativa. Foi assim que ele começou finalmente a pensar em como usar a  FERRAMENTA DA NARRATIVA de forma ainda mais eficaz; e, como Denning era um administrador racional, teve a idéia de ir consultar especialistas na área.
Relatou, então, a história da Zâmbia a um contador de histórias profissional, J. G. Pinkerton, no International Storytelling Center, em 1998. Ao perguntar a esse mestre o que ele achara de sua história, qual não foi a sua decepção quando este lhe disse, com todas as letras, que NÃO OUVIRA HISTÓRIA ALGUMA!
Na verdade, o relato de Denning não se tratava de uma narrativa de fato. Não havia enredo. Não havia construção de personagens. Afinal, quem era essa profissional da saúde na Zâmbia? Como era seu mundo? Como era viver no ambiente exótico da Zâmbia e enfrentar os problemas daquele país? A narrativa de Denning era, sim, “patética” e de história não tinha absolutamente nada. Ele precisaria retornar à estaca zero, se quisesse transformá-la numa HISTÓRIA DE VERDADE. Reconheceu, humildemente que sua história era, realmente, insossa.



O PODER DA NARRATIVA

Será que contar histórias tinha realmente um papel importante no mundo dos negócios? Era o que Denning agora ruminava em seus pensamentos. Sim, porque, “contar histórias” a um grupo de executivos durões significava, com toda segurança, estar preparado para coisas do tipo: ares de zombaria, chacotas, desdém. E, ainda que fossem educados, eles estariam, no mínimo, desligados!
Denning, então, pensou: “a maioria dos executivos opera com  uma mentalidade específica, geralmente justificada. A  ANÁLISE É O QUE NORTEIA O RACIOCÍNIO NOS NEGÓCIOS, ATRAVESSA A BRUMA DO MITO, DA FOFOCA E DA ESPECULAÇÃO PARA CHEGAR AOS FATOS. CHEGA AONDE QUER QUE OBSERVAÇÕES, HIPÓTESES E CONCLUSÕES A LEVEM, SEM SER DISTORCIDA POR ESPERANÇAS OU TEMORES DO ANALISTA. SUA FORÇA RESIDE NA OBJETIVIDADE, NA IMPESSOALIDADE, NA IMPASSIBILIDADE.” Denning concluiu ainda que essa FORÇA pode ser também uma FRAQUEZA, pois a ANÁLISE pode estimular a mente, mas dificilmente será uma ROTA PARA O CORAÇÃO, e “é nele que devemos chegar se quisermos motivar alguém não só a agir mas agir com ENERGIA e ENTUSIASMO. Denning pensou ainda sobre o fato de que “em tempos em que a sobrevivência da empresa muitas vezes exige uma mudança que causa ruptura, liderar também é inspirar os outros a agir de forma inusitada (...)” e  considerou que “pilhas de (...) slides de Power Point soporíferos não vão alcançar esse objetivo” e “mesmo os argumentos mais lógicos não vão adiantar.” Porém...

UMA BOA HISTÓRIA...MUITAS VEZES É A SOLUÇÃO!

Como afirma Denning, “embora um bom argumento nos negócios seja criado com o uso de NÚMEROS, em geral ele é aprovado com base numa HISTÓRIA!” Ou seja, uma NARRATIVA QUE LIGA UMA SÉRIE DE EVENTOS NUMA SEQUÊNCIA QUALQUER DE CAUSA E EFEITO. Então, uma NARRATIVA pode, perfeitamente, traduzir a linguagem de números áridos, abstratos, em contundentes imagens das incontáveis metas que um líder pretende alcançar.
Ora, se Denning testemunhou esse fato no Banco Mundial, no ano 2000, com uma equipe cada vez mais reconhecida como expoente em liderança na área de Gestão do Conhecimento, bem como em muitas outras organizações de grande porte, “por que, então, o conselho dado pelo contador de histórias profissional em Jonesborough” o incomodava??

UMA HISTÓRIA MAL CONTADA

A viagem de Denning ao Tennessee “veio num momento propício”. Ele pensou muito na NARRATIVA ORGANIZACIONAL, seguiu as recomendações de Pinkerton e “sabia de imediato como dar vida ao modesto caso da profissional de saúde na Zâmbia:  Denning contaria a história de sua vida “em tons dramáticos, falaria do flagelo de malária que enfrentava no trabalho, talvez da dor e do sofrimento do paciente de quem ela cuidava naquele exato dia.  Denning descreveria também a incrível série de eventos que a colocara diante da tela de um computador nos confins da Zâmbia. Exporia as pistas falsas que ela seguira antes de chegar ao website da agência americana. Iria nun crescendo até o momento triunfal no qual ela acharia a resposta a sua dúvida sobre a malária – e descreveria vividamente como essa resposta iria transformar a vida do paciente. Um verdadeiro épico.”
Uma descrição maximalista como essa de Denning seria sem dúvida mais cativante que seu relato, relativamente seco. Só que existia um pequeno detalhe nisso tudo: Denning “havia aprendido o suficiente até ali para saber que CONTAR A HISTÓRIA DESSA MANEIRA À PLATEIA, NUMA ORGANIZAÇÃO, NÃO GALVANIZARIA A IMPLEMENTAÇÃO DE UMA IDEIA NOVA E ESTRANHA COMO A GESTÃO DO CONHECIMENTO”, E NÃO INFLAMARIA A PLATEIA, NÃO A IMPULSIONARIA. A essa altura, Denning já sabia que “na empresa moderna, ninguém dispõe de tempo ou paciência – basta lembrar o ceticismo geral de executivos quanto à NARRAÇÃO  de histórias, para absorver uma narrativa detalhada”. Se desejasse prender a atenção de seu público, Denning teria de “vender seu peixe em segundos, não em minutos”, pois se ele se estendesse muito, o foco das atenções estaria na profissional de saúde da Zâmbia e em seus pacientes, o que seria inviável para que seu público pudesse encontrar respostasd para questões práticas, como essa: “ Se o CDC pode chegar a uma profissional de saúde na Zâmbia, por que não o Banco Mundial?”
Diante desse dilema, Denning, de volta de Jonesborough resolve estudar os PRINCÍPIOS DA NARRATIVA TRADICIONAL DE UMA HISTÓRIA. E descobre, então, que, mais de mil anos atrás, Aristóteles afirmou em sua  Poética que toda história deve ter começo, meio e fim. E que toda história deve trazer PERSONAGENS COMPLEXOS e uma TRAMA que inclua uma VIRADA DE SORTE e uma LIÇÃO APRENDIDA.  Além disso, o NARRADOR DEVE ESTAR TÃO ENVOLVIDO COM A HISTÓRIA – visualizando a ação, sentindo o que sentem as personagens – que O OUVINTE ADENTRARIA O UNIVERSO DA NARRATIVA.

(continua)

v


*ver sobre Denning em seu website: http://www.stevedenning.com/site/thanks.aspx

*sua biografia pode ser vista aqui: http://stevedenning.typepad.com/about.html

Nota: em seu cartão de visitas, aparece em letras miúdas: "perito em narrativas dos negócios" (business narrative expert).

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Amigos e colegas,
Excelentes obras, entre elas The Secret Language of Leadership e A Fable of Leadership Through Storytelling, fazem do consultor Steve Denning um descobridor de tesouros, como a linguagem secreta da liderança,em que é preciso ser dramático para conquistar o apoio da equipe em transformações dentro de uma empresa que nós podemos adaptar para nossas escolas, em nossas salas de aula! 

Conheçam mais sobre esse fenômeno da narrativa.

Com carinho,
Graça Lacerda