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domingo, 25 de agosto de 2013

Antologia Poética - Dezembro


Fui gentilmente convidada a participar da Antologia, pelo escritor e quadrinhista Marciano Vasques.
Convite aceito.
Bjsss

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Sábado, 17/08/13:

Confraternização no ''Sítio Girassol'', com meus novos alunos, na minha nova escola!
Palestras, Dinâmicas, Reflexões, Palavra de Deus, Almoço.
Expectativa.
Coração aos pulos.
Beijos!

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Curso gratuito ajuda docente a lidar com dislexia

Caros amigos, reproduzo esta matéria pela importância que ela possui para os educadores:


Dificuldade em ler frases simples, se atrapalhar com os sons ou significados das palavras. Em turmas numerosas, muitos professores talvez não consigam identificar que situações como essas podem ser muito mais do que um mero desnivelamento entre alunos, mas algumas das características da dislexia. Considerada um distúrbio e não uma doença, a dislexia é um transtorno manifestado na aprendizagem da leitura e escrita dos estudantes. Por ser invisível a muitos educadores, a UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) em parceria com o Instituto ABCD lançaram uma plataforma de formação on-line gratuita para professores. O ambiente virtual vai oferecer desde conteúdos básicos sobre o tema, formas de identificar o distúrbio e de adquirir técnicas para ensinar leitura, soletração e escrita até apontar como melhorar o ambiente escolar, fazendo com que os estudantes lidem com suas dificuldades específicas em concentração, memória e organização.
O curso foi desenvolvido a partir da versão criada originalmente pela Dyslexia Internacional e autorizado pelo Ministério de Educação Superior, da Pesquisa Científica e das Relações Internacionais da comunidade francófona belga. O material foi financiado pela Unesco e lançado em quatro de suas seis línguas oficiais: árabe, chinês, inglês, francês, russo e espanhol.
No Brasil, o conteúdo direcionado ao treinamento dos professores foi trazido pela UFMG, que, em parceria com o Instituto ABCD, adaptou-o para a língua portuguesa e lançou a plataforma. Os conteúdos podem ser acessados no link http://dislexiabrasil.com.br. “Em outros países, o conceito de dislexia faz parte do dia a dia escolar. Aqui, ainda temos dificuldade para garantir que as pessoas entendam o que ela é. Por conta disso, estamos trabalhando, principalmente, na conscientização do público e em um caráter mais específico, a partir da disponibilização desse material. Ele traz tanto questões científicas quanto técnicas, com a proposta de empoderar os professores de diferentes formas”, afirma Monica Weinstein, presidente e diretora do Instituto ABCD e mãe de uma filha com dislexia e discalculia – problema que gera dificuldade de aprendizagem de uma pessoa de compreender e manipular números.
Para Weinstein, a capacitação é fundamental para que os professores coloquem o tema cada vez mais em pauta. Cerca de 10% da população mundial, desconsiderando cultura, classe social ou gênero, é afetada pela dislexia, de acordo com estudo feito por cientistas da universidade College London, no Reino Unido. “Se não tivermos os docentes do nosso lado, não conseguiremos mudar esse cenário. Tentamos evitar a cronificação, que é chegar a um cenário mais agravante da dislexia no país”, afirma.
Para acessar os conteúdos, os professores precisam estar cadastrados na plataforma. Os materiais, que incluem textos, PDFs e vídeos, podem ser usados de forma ilimitada. Como o curso não é modular, o usuário pode gerenciar um cronograma próprio para suas aulas – que têm, em média, 20 horas –, além de responder a um questionário no final do curso, para receber um certificado. Além disso, por conta de seu conteúdo técnico, a plataforma também pode ser usada por especialistas, como pedagogos ou médicos, que trabalham com crianças e jovens. “O curso não tem tanta interatividade, porém permite que professor organize seu tempo da forma como quiser”, diz.
Weinstein afirma que esse treinamento é importante porque dá ferramentas e empodera o professor para saber o que fazer e entender as necessidades de cada estudante.  “O professor não faz diagnóstico porque ele não tem especialidade para isso. No entanto, é ele quem passa grande parte do tempo com o aluno, no dia a dia, em sala de aula. Ele não precisa fazer um diagnóstico, mas um check list, já que aprende a perceber os perfis de alunos. Dessa maneira, o professor passa a entender que as dificuldades não estão ligadas ao histórico escolar do aluno, de maus professores, mas porque o estudante pode ser um disléxico e realmente ter problemas em aprender”, diz.
Além da bagagem conceitual, o treinamento oferece orientações bastante aplicáveis ao cotidiano escolar, como a realização de exercícios de leitura oral com alunos com dislexia (uma vez que eles têm dificuldade em se concretar na leitura escrita) ou a não descontar pontos por erros ortográficos. “Essas são algumas orientações genéricas, que estão nas mãos dos professores e não dependem de grandes investimentos”, afirma.
A ausência de um diagnóstico precoce, considera Weinstein, pode interferir diretamente na autoestima e motivação, deflagrando a evasão e o fracasso escolar. “Os alunos com dislexia que recebem uma formação adequada em alfabetização, por exemplo, com cuidado especial, em seis ou oito meses conseguem render dois anos de atraso”, finaliza. POR VAGNER DE ALENCAR - PORVIR -23/07/2013 - SÃO PAULO, SP

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Dia do Escritor - minha homenagem

No dia 25 de julho de 1960,
após a realização do primeiro 
Festival do Escritor Brasileiro, 
promovido pela União 
Brasileira de Escritores – 
tendo João Peregrino Júnior na presidência,
e Jorge Amado, como vice-presidente - foi criado o Dia do Escritor. 
Parabéns a todos que se utilizam deste recurso literário para levar encanto e vida para seus leitores!!!!!

domingo, 14 de julho de 2013

Como o professor pode usar as redes sociais a seu favor

Professores, meus amados colegas, leiam!
Quando o assunto são redes sociais dentro da escola, muita gente torce o nariz e garante que os professores são pouco hábeis nelas, não sabem usá-las e ainda são os principais dificultadores para inseri-las nos aprendizado em sala de aula e em casa. Na contramão deste cenário, há quem defenda essas ferramentas não como inimigas, mas como aliadas dos educadores. É o caso de Américo Amorim, cofundador do Daccord, empresa especializada em plataformas de ensino, que falou sobre o uso das redes sociais educacionais durante Série de Diálogos o Futuro se Aprende sobre Tecnologias na Educação, promovida pelo Porvir e pela Fundação Telefônica.
Amorim defende que o uso de redes sociais educacionais permite que o professor amplifique – e muito – suas possibilidades de ações pedagógicas. Afinal, em apenas um lugar, ele pode compartilhar documentos, fotos, mapas ou trocar mensagens com alunos e outros profissionais. Pode ainda criar comunidades para discussões temáticas, aplicar de testes e provas, propor quizzes e publicar agenda de atividades. Ainda de acordo com Amorim, o uso dessas ferramentas ajuda a manter os aluno em um ambiente propício, sem nada que não seja extraclasse ou extra-aprendizagem. “O poder de controle do professor é uma das grandes vantagens do uso das redes sociais na educação ao permitir que alunos se reúnam em um ambiente seguro, além de garantir a intercâmbio de experiências e de práticas pedagógicas entre os professores”, avalia.
Um dos exemplos de redes sociais existentes e mencionados por Amorim é a Edmodo, que neste ano chegou a 12 milhões de usuários. A plataforma, repleta dessas funcionalidades, permite que os professores acompanhem a frequência e o desempenho dos alunos. Outra rede social com os mesmos semelhantes é a americana Teamie, disponível em inglês. Há também a brasileira Tria, com foco no ensino médio, que tem 10 mil usuários por mês trocam informações e conteúdos. 
Turma do Som é mais um exemplo de rede social, mas esta foi criada pelo próprio Amorim. A plataforma, que possui 25 jogos, foi desenvolvida para ajudar a incentivar estudantes a aprenderem música em sala de aula. A ferramenta está sendo usada em cinco escolas em Pernambuco, São Paulo e Minas Gerais. Nela, os professores ajudam os alunos no aprendizado dos fundamentos da teoria musical a partir de aulas separadas por quatro blocos temáticos: som (timbre), altura, tempo e estrutura. Os conteúdos são trabalhados por vídeos animados, com personagens no estilo dos desenhos japoneses e depois em jogos.
Amorim explica que decidiu criar a plataforma devido à lei instituída em 2008 que determina 2012 como o ano-limite para que todas as escolas públicas e privadas do país adaptem seus currículos para oferecer conteúdos de educação musical no ensino básico. Com ela, além de dar suporte ao ensino e ajudar nesse momento de transição, o software também ajuda os professores a se capacitarem.
O desafio do uso
Segundo levantamento feito no ano passado pela Cetic.Br e citado por Amorim no evento, 95% dos professores usam a internet para pesquisas e 91% para enviar e-mails.  Já 70% deles não apresentam dificuldade para acessar redes sociais. Apesar do uso da web a caminho da universalização, ressalta Amorim, o desafio é fazer com que os professores realmente se apropriem dessas ferramentas. Um exemplo claro disso é que 95% dos educadores disseram não usar tecnologias para avaliar tarefas de casa. Para Amorim, as redes sociais deveriam ser aliadas do professor para otimizar os processos educativos fora da escola – como nos trabalhos de casa, por exemplo.
Ainda de acordo com o estudo da Cetic.Br, 86% dos professores não usam recursos tecnológicos no apoio individual, o que impede um ensino personalizado dos alunos “que estão fora da curva”. Enquanto isso, 73% disseram não usar jogos educativos ou para trabalhos em grupo.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Doze livros em doze meses




12 Livros em 12 meses

Amigos (as),

''Os Botões de Madrepérola'' foram honradamente indicados pela amiga Lu Cavichioli, do blog http://escritosnamemoria.blogspot.com.br/
para participar.

Terei que ler muitas obras de Psicopedagogia e afins, em detrimento de obras Literárias que tanto amo, devido à necessidade de atualização para poder vir a atuar nesta minha nova profissão de Psicopedagoga, além de preparar-me para a defesa da minha Monografia.

Aqui vão os meus 12:

1. Vigiar e Punir, de Michel Foucault
2. Pedagogia do Oprimido, Pedagogia da Autonomia, Educação e mudança, de Paulo Freire
3.    A terceira revolução educacional - José M. Esteve
4. A formação social da mente, de Lev S. Vygotsky
5. Ciência e comportamento humano, de Burrhus Frederic Skinner
6. Pedagogia curativa escolar e psicanálise, de Janine Mery
7. Uma Perspectiva Histórico-Cultural da Educação - Vygotsky
8. Aprendendo a viver, de Jerome Bruner

9. Teoria da Aprendizagem significativa, de David Ausubel

10.Educar para Crescer, de Howard Gardner
11.A Teoria das inteligências múltiplas, idem
12.De Jean Piaget, cinco obras:
a- O juízo moral na criança,
b- Biologia e conhecimento: Ensaio sobre as relações entre as regulações orgânicas e os processos cognoscitivos 
c- A construção do real na criança
d - Seis estudos de psicologia
e - A linguagem e o pensamento da criança





Nota: ***Há vários outros autores, como Lacan, Freud,  Bandura, Thomdike, Miller, Papert, Luria, Allport, Wallon, Chomsky,Tomasello, Deleuze (meu preferido), porém limito-me a estas 12, que são pedidas pela Lu para a postagem, e fundamentais para meu início de carreira.


Nesse link estão as feras...

domingo, 30 de junho de 2013

Manuel Castells: ‘O povo não vai se cansar de protestar’

Sociólogo afirma que ausência de líderes é uma das qualidades dos protestos no Brasil e diz que país vai influenciar países vizinhos

MAURÍCIO MEIRELES (EMAIL·FACEBOOK·TWITTER)
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Atualizado:
Na rua está 'a sociedade em sua diversidade', diz Castells
Foto: Luiz Munhoz/FatoPress/Folhapress/10-6-2013
Na rua está 'a sociedade em sua diversidade', diz Castells Luiz Munhoz/FatoPress/Folhapress/10-6-2013
Para o sociólogo catalão Manuel Castells, boa parte dos políticos é de “burocratas preguiçosos”. Ele é um dos pensadores mais influentes do mundo, com suas análises sobre os efeitos da tecnologia na economia, na cultura e, principalmente, no ativismo. Conhecido por sua língua afiada, o espanhol falou ao GLOBO por e-mail sobre os protestos.
Os protestos no Brasil não tinham líderes. Isso é uma qualidade ou um defeito?
Claro que é uma qualidade. Não há cabeças para serem cortadas. Assim, as redes se espalham e alcançam novos espaços na internet e nas ruas. Não se trata, apenas, de redes na internet, mas redes presenciais.
Como conseguir interlocução com as instituições sem líderes?
Eles apresentam suas demandas no espaço público, e cabe às instituições estabelecer o diálogo. Uma comissão pode até ser eleita para encontrar o presidente, mas não líderes.
Como explicar os protestos?
É um movimento contra a corrupção e a arrogância dos políticos, em defesa da dignidade e dos direitos humanos — aí incluído o transporte. Os movimentos recentes colocam a dignidade e a democracia como meta, mais do que o combate à pobreza. É um protesto democrático e moral, como a maioria dos outros recentes.
Por que o senhor disse que os protestos brasileiros são um “ponto de inflexão”?
É a primeira vez que os brasileiros se manifestam fora dos canais tradicionais, como partidos e sindicatos. As pessoas cobram soberania política. É um movimento contra o monopólio do poder por parte de partidos altamente burocratizados. É, ainda, uma manifestação contra o crescimento econômico que não cuida da qualidade de vida nas cidades. No caso, o tema foi o transporte. Eles são contra a ideia do crescimento pelo crescimento, o mantra do neodesenvolvimentismo da América Latina, seja de direita, seja de esquerda. Como o Brasil costuma criar tendências, estamos em um ponto de inflexão não só para ele e o continente. A ideologia do crescimento, como solução para os problemas sociais, foi desmistificada.
O que costuma mover esses protestos?
O ultraje, causado pela desatenção dos políticos e burocratas do governo pelos problemas e desejos de seus cidadãos, que os elegem e pagam seus salários. O principal é que milhares de cidadãos se sentem fortalecidos agora.
O senhor acha que eles podem ter sucesso sem uma pauta bem definida de pedidos?
Acho inacreditável. Além de passarem por uma série de problemas urbanos, ainda se exige que eles façam o trabalho de profissional que deveria ser dos burocratas preguiçosos responsáveis pela bagunça nos serviços. Os cidadãos só apontam os problemas. Resolvê-los é trabalho para os políticos e técnicos pagos por eles para fazê-lo.
Com organização horizontal, esse movimento pode durar?
Vai durar para sempre na internet e na mente da população. E continuará nas ruas até que exigências sejam satisfeitas, enquanto os políticos tentarem ignorar o movimento, na esperança que o povo se canse. Ele não vai se cansar. No máximo, vai mudar a forma de protestar.
Outra característica dos protestos eram bandeiras à esquerda e à direita do espectro político. Como isso é possível?
O espaço público reúne a sociedade em sua diversidade. A direita, a esquerda, os malucos, os sonhadores, os realistas, os ativistas, os piadistas, os revoltados — todo mundo. Anormal seriam legiões em ordem, organizadas por uma única bandeira e lideradas por burocratas partidários. É o caos criativo, não a ordem preestabelecida.
Há uma crise da democracia representativa?
Claro que há. A maior parte dos cidadãos do mundo não se sente representada por seu governo e parlamento. Partidos são universalmente desprezados pela maioria das pessoas. A culpa é dos políticos. Eles acreditam que seus cargos lhes pertencem, esquecendo que são pagos pelo povo. Boa parte, ainda que não a maioria, é corrupta, e as campanhas costumam ser financiadas ilegalmente no mundo inteiro. Democracia não é só votar de quatro em quatro anos nas bases de uma lei eleitoral trapaceira. As eleições viraram um mercado político, e o espaço público só é usado para debate nelas. O desejo de participação não é bem-vindo, e as redes sociais são vistas com desconfiança pelo establishment político.
O senhor vê algo em comum entre os protestos no Brasil e na Turquia?
Sim, a deterioração da qualidade de vida urbana sob o crescimento econômico irrestrito, que não dá atenção à vida dos cidadãos. Especuladores imobiliários e burocratas, normalmente corruptos, são os inimigos nos dois casos.
Protestos convocados pela internet nunca tinham reunido tantas pessoas no Brasil. Qual a diferença entre a convocação que funciona e a que não tem sucesso?
O meio não é a mensagem. Tudo depende do impacto que uma mensagem tem na consciência de muitas pessoas. As mídias sociais só permitem a distribuição viral de qualquer mensagem e o acompanhamento da ação coletiva.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/manuel-castells-povo-nao-vai-se-cansar-de-protestar-8860333#ixzz2XiXh7opI
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sábado, 22 de junho de 2013

Trio Minas: Janete, Ana Paula e Lucéia



Lindas, as minhas duas amigas daqui de minha cidade: Janete e Ana Paula, colegas queridas!!! Lindas as três, pois não conheço a Lucéia pessoalmente.
Parabéns, queridas!!
Muito orgulho de vocês!
Eternizo esse momento de orgulho com todas!!!!!!!!!!!
Bjs

terça-feira, 28 de maio de 2013

Miniconto de Lu Cavichioli ''NÁCAR''




Das minas era uma gema e assim foi cultivada. A beleza, de tão rara, suprimiu outras joias. E foi preciso urdir macramês sem pausas ou mesmo silêncios para nascer o rosto translúcido da pérola - vidro irisado.
O elo, o voo, as asas eram apenas mera bebida caída dos céus e os homens e as coisas tornaram-se tarefas insípidas diante da majestade visionária - baú aberto achado em areias/cristais.
As folhas do oceano abriram-se em pétalas nacaradas, vindo à tona o tesouro mergulhado - feito Poseidon em fúria com tritões.


Para Graça

Obrigada, Lu, pela delicadeza de miniconto! Uma homenagem linda que me surpreendeu!

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Uma neuropsicóloga a favor da educação



Aos 16 anos, ela quase repetiu de ano por conta das disciplinas vilãs: matemática e física. Isso só não aconteceu por conta das metodologias próprias criadas por ela, nas quais atrelava os conteúdos escolares sempre a coisas cotidianas. O recurso deu tão certo, que, no ano seguinte, a própria escola passou a indicá-la como professora particular para estudantes do ensino fundamental. A experiência, na adolescência, foi o combustível que despertou em Adriana o interesse em entender quais eram os estímulos necessários para aumentar a capacidade de aprendizagem nas pessoas. Hoje, mais de duas décadas depois, Adriana Fóz carrega um currículo extenso e a superação de um AVC, que a fez adentrar na neurociência. Entre seus ofícios, dedica-se aos avanços da neurociência na educação, já escreveu livros sobre o funcionamento do cérebro, inclusive, para crianças, além de coordenar um projeto voltado à prevenção e saúde mental, em que capacita professores sobre como lidar com a raiva e a ansiedade no convívio escolar.
Aos vinte e poucos anos, Adriana já acumulava uma graduação em educação e o título de pós-graduada em psicopedagogia. Na época, ela estava determinada a descobrir como mobilizar a emoção dos alunos para alcançar a chamada aprendizagem significativa, termo cunhado pelo psicólogo norte-americano David Ausubel ao afirmar que aquilo que é aprendido sempre precisa fazer algum sentido para o aluno.
Mergulhada na teoria de Ausubel, ela começou a formar grupos de estudos com a presença de especialistas renomados, como o neurocientista Nelson Annunciato, PhD em programas de reabilitação neurológica da Universidade de Munique, na Alemanha, e o neurologista José Salomão Schwartzman, especialista em neurologia infantil. “Eu era bem mais jovem que eles. O que era uma honra para mim. Era como se eu fosse um peixe fora d’água nadando no imenso oceano”, afirma ela, que então vivia o auge de sua vida profissional. Nessa época, inclusive, abriu uma clínica multidisciplinar formada por diferentes profissionais, como fonoaudiólogos, psicólogos e terapeutas familiares. “Era algo muito inovador.”

Aos 32 anos, Adriana teve sua vida virada ao avesso: sofreu um AVC hemorrágico. Passou quatro meses internada e quatro anos em reabilitação.

No entanto, aos 32 anos, sua vida deu uma reviravolta quando sofreu um AVC (Acidente Vascular Cerebral) hemorrágico. Passou quatro meses internada e quatro anos em reabilitação. Perdeu os movimentos do lado direito do corpo e não reconhecia nem mesmo seu próprio marido, com quem estava casada havia dez anos. “Eu, que era especialista em leitura e escrita, não sabia mais ler nem escrever”, conta. “Foi como se tivesse dado um reset no meu HD interno, no qual eu precisava colocar tudo novamente.”
Com depressão patológica e limitações físicas e cognitivas, Adriana parou de clinicar e começou a buscar outras atividades à medida que sua recuperação progredia. Fez aulas de samba, para reaprender cognitivamente a andar, e curso de palhaço, para rir de si mesma. “Fui desenvolvendo habilidades que até então eu não precisava, já que antes eram automáticas, como andar ou segurar uma escova de dentes.”
Esses “novos” hábitos foram fundamentais para que ela adentrasse mais a fundo no campo da neurociência. “Eu precisava entender por que, apesar de eu não ter tido um derrame no cerebelo (parte do cérebro responsável pela ação motora), eu não podia andar direito. Por que a minha visão havia ficado comprometida, se minha região occipital (parte do cérebro que comanda a visão) não havia sofrido nenhum dano? Por que não sabia mais ler nem escrever, se a região parietal (responsável pela leitura e escrita) estava sem nenhuma lesão?”
“A neurociência chega a ser vital. Na educação, ela tem a função de dar aos professores mais instrumentos e ferramentas para que eles sejam capazes de otimizar suas funções.”
As investigações prosseguiram e acabaram dando origem ao livro A Cura do Cérebro, em que Adriana desvenda, a partir de sua batalha e recuperação do AVC, outras indagações como: por que ela precisava raciocinar para que então pudesse andar ou por que a recuperação da memória era gradual. A viagem pelo cérebro avançou também rumo à academia. Anos depois, já reabilitada, a educadora especializou-se em neuropsicologia na Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). 


Neurociência, uma questão vital
“Hoje, para mim, a neurociência chega a ser vital. O professor tem como tarefa, durante o processo de aprendizagem dos alunos, trabalhar a leitura, a matemática, mas imagina se ele também conseguir entender o funcionamento do cérebro. É essa a principal função da neurociência na educação: dar aos professores mais instrumentos e ferramentas para que eles sejam capazes de otimizar suas funções”, afirma.
De acordo com ela, isso é fundamental para minimizar um dos principais problemas que envolvem os professores: o desgaste profissional. Em muitos casos, afirma, o educador não percebe que cada aluno possui um ritmo diferente de aprendizado e que naturalmente ele também precisará de orientações durante esse processo. “O único momento da vida do ser humano onde a região do prazer tem menos neurotransmissores passando pelo cérebro é na adolescência. Por isso os jovens, normalmente, têm aquela inércia, preguiça, crise. Se o professor entende que isso acontece por conta do funcionamento cerebral e não porque o aluno está sendo folgado, ele consegue ajudar muito mais e otimizar a tarefa de educar”, afirma Adriana, que também coordena o projeto Cuca Legal, iniciativa realizada pela Unifesp, que trabalha a prevenção e saúde mental com educadores.

Bye, bye, tristeza!
Desde o ano passado, a neuropsicóloga usa elementos da neurociência para ajudar professores de escolas públicas de Paraisópolis – a maior favela de São Paulo, na zona sul da capital – a terem melhores condições de preparar suas aulas. “Para dar aula, o educador precisa, primeiro, aprender a se respeitar enquanto ser humano, que fica estressado, com raiva. Essa compressão é fundamental para que ele também entenda essas características em seus alunos e consiga lidar melhor com eles, tanto do ponto de vista comportamental, quanto pedagógico”, assegura.
“Os professores dessa escola especialmente queriam um trabalho que pudesse ajudá-los a lidar com a raiva. Ensinamos como é o ciclo da raiva, como ela é desenvolvida no cérebro, como acontece no cotidiano.”
Segundo ela, a partir do momento que o professor compreende que um determinado aluno de ensino fundamental tem certa aptidão para aprender linguagem até os dez anos de idade, por exemplo, o professor passa a se tornar mais responsável por interferir diretamente nesse aprendizado e se ajudar a ajudar o aluno.
O projeto está sendo realizado em duas escolas da região. Na escola estadual Maria Zilda Gamba Natel, desde 2012, os professores estão participando das oficinas periódicas, que incluem rodas de discussão sobre como agir e trabalhar aspectos voltados a raiva, ansiedade, tristeza, entre outros. “Os professores dessa escola queriam um trabalho que pudesse ajudá-los a lidar especialmente com a raiva. Ensinamos como é o ciclo da raiva, como ela é desenvolvida no cérebro, como acontece no cotidiano e como eles podem ajudar esses alunos a identificá-la para poder dar espaço ao que é prioridade. Acabamos não só ajudando os professores, mas também o aluno, já que ele passa a perceber a mudança de atitude do educador e melhorar a relação cotidiana”, diz.
A partir deste ano, outra instituição de ensino – a escola estadual Etelvina Góis de Marcucci – também contará com a capacitação dos professores. O projeto pretende, no primeiro ano, trabalhar o comportamento dos professores para, no ano seguinte, promover um avanço pedagógico na escola.
Dentro do cérebro infantil
Mas o cardápio de iniciativas de Adriana parece não ter fim. Além da formação dos professores em Paraisópolis, ela também está à frente de um projeto no Departamento de Instituto do Cérebro, do Hospital Albert Einstein. Lá, ela desenvolve uma coleção de livros para crianças, de cinco a dez anos, sobre o funcionamento do cérebro. “Trazemos exemplos da realidade da criança. Explicamos que andar de skate, por exemplo, estimula o  sistema límbico – responsável por comandar as emoções. É a limbilândia, uma mistura de límbico e Disneylândia.” A primeira obra, afirma, já foi produzida e será lançada em setembro deste ano.
Do ponto de vista prático, Adriana afirma que, há dois anos, realizou esta experiência, piloto, em escolas públicas de São Paulo e de Paraty, no Rio de Janeiro. De acordo com ela, foi possível observar uma melhoria na atitude das crianças quanto ao aprendizado em sala de aula. “Ao entender como funciona seu cérebro, elas passam a mudar seu comportamento e atitude, sentem-se mais estimuladas a aprender outras coisas”, afirma.
Serviço:
Adriana Fóz participou dia 07/05 do 104º Fórum do Comitê da Cultura de Paz, parceria Unesco, promovido pela Palas Athena, onde realiza uma palestra gratuita sobre os novos desafios e conhecimentos ligados à neurociência na educação. O evento, com entrada gratuita, aconteceu  noMasp (Museu de Arte de São Paulo), às 19h. Não foi necessária inscrição.
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Fonte: aqui.

domingo, 19 de maio de 2013

Lispector, Literatura e Artes Visuais


Retratos da escrita

Livro revela a íntima relação entre a escrita de Clarice Lispector e as artes visuais, além de sua grande amizade com pintores que afetaram sua vida e obra

17 de maio de 2013 | 2h 08
UBIRATAN BRASIL - O Estado de S.Paulo
Clarice Lispector pintava com as palavras. A força que irrompia de seu olhar dominou sua criação, a ponto de inúmeros críticos literários notarem em sua escrita os reflexos da profunda relação que mantinha com as artes plásticas.
A escritora Clarice Lispector - Reprdução
Reprdução
A escritora Clarice Lispector
"A atmosfera pictórica contamina a escrita de Clarice Lispector em aspectos mais ou menos visíveis", observa o português Carlos Mendes de Sousa, professor de literatura brasileira na Universidade do Minho, em Portugal, e um dos grandes especialistas na obra da escritora, que morreu em dezembro 1977, um dia antes de completar 57 anos.
Ele é autor de Clarice Lispector - Pinturas(Rocco), livro no qual analisa trechos de romances, crônicas, contos e até da correspondência, que comprovam a presença do universo da pintura em sua vida e obra. A começar pela pintora que é protagonista de Água Viva, além das diversas amizades que Clarice manteve com artistas como De Chirico e Ceschiatti, que também a pintaram. E ainda de sua enorme disposição de também pintar, forma de arte que lhe garantia paz de espírito.
Também pintora, Clarice Lispector dizia que suas telas eram produto de uma diversão. "É relaxante e ao mesmo tempo excitante mexer com cores e formas, sem compromisso com coisa alguma; é a coisa mais pura que faço", confessava. Em seu livro, Carlos Mendes de Sousa comprova, na verdade, que a relação era vital - segundo ele, a escritora utilizava seu talento visual e plástico na escrita, através de técnicas impressionistas (utilização de comparações e repetições) e das expressionistas, na tentativa de captar o mundo das sensações. Sobre o assunto, o pesquisador respondeu as seguintes questões.
Clarice encontrou soluções para seus questionamentos pictóricos por meio da escrita?
Acho que sim. Mesmo que não exista uma lógica causal direta, podemos dizer que os processos são indissociáveis. Procurei ler os textos com as pinturas ao lado e, reversivamente, ver também as pinturas com os textos ao lado. Creio que esse exercício nos mostra acima de tudo a força e a coerência extraordinárias da pulsão criativa de Clarice. E tudo se ilumina. O caso de Água Viva é particularmente significativo. Acabamos lá sempre quando falamos de pintura em Clarice. O interessante é que aquilo que lemos neste livro, de 1973, antecipa a experimentação pictórica que irrompe com grande intensidade, em 1975, ainda que existam quadros anteriores.
O fato de um amigo tão próximo, como Lúcio Cardoso, ter se direcionado à pintura no final da vida foi também decisivo para Clarice?
É muito provável que esse exemplo tenha ecoado em Clarice e a tenha mesmo impulsionado no ato de pintar. Parece-me que terá sido um dos fatores, entre outros, que estimularam a sua prática pictórica. Clarice possuía inclusivamente na sua coleção um quadro de Lúcio (reproduzido no livro). A seguir ao derrame, Lúcio deixou de comunicar com a palavra, trocando-a pelas tintas e pelo pincel. Impossibilitado de falar e de escrever, e tendo ficado com a mão direita paralisada, passou a usar a esquerda para pintar. Este drama marcou profundamente a escritora. Quando entrevistou Iberê Camargo, ela mesma referiu o caso de Lúcio, a propósito do questionamento sobre o ato criador e sobre as possíveis diferenças entre os processos criativos do pintor e do escritor.
Clarice discute a "essência" da pintura como uma procura de relações incertas entre o que se olha e o que se sente, entre o reino das coisas e o da memória?
Sim, creio que o que define a obra de Clarice é uma incessante procura. Num dos fragmentos do livro Para Não Esquecer, lemos: "Se eu tivesse de dar um título à minha vida seria: à procura da própria coisa". A pintura em Clarice também deve ser perspectivada nessa direção. Nos primeiros livros, encontramos reflexões muito elaboradas sobre essas relações incertas entre o que se olha e o que se sente; penso concretamente num livro de matriz alegórica como A Cidade Sitiada. Progressivamente, nos textos dos anos 1970, essas reflexões dão-se a ver de uma forma mais liberta. E como que deságuam nos próprios quadros que pinta.
É possível encontrar proximidade da técnica de escrita de Clarice com alguma técnica de pintura em especial? 
Alguns críticos, como Olga de Sá, chamaram a atenção para procedimentos da escrita de Clarice que tinham afinidades com técnicas de pintura. Esta professora fez mesmo uma aproximação com técnicas impressionistas no que diz respeito à forma como Clarice tentou captar sensações através da escrita. Desde a década de 1940, Clarice frequentou ateliês de pintores, na Itália. Mais tarde, já no Brasil, quando entrevistou artistas plásticos, muitas vezes os visitou nos seus espaços, questionando-os sobre as técnicas e os métodos utilizados. Há, de fato, uma familiaridade muito grande com o universo da pintura. Veja-se, por exemplo, como nos seus textos encontramos muitas reflexões em torno da polaridade figurativo versus abstrato. Mas tudo em Clarice é difícil de arrumar em categorias rígidas. Recorro mais uma vez a um dos fragmentos de Para Não Esquecer ("Tanto em pintura como em música e literatura, tantas vezes o que chamam de abstrato me parece apenas o figurativo de uma realidade mais delicada e mais difícil, menos visível a olho nu"). Para as suas pinturas, Clarice criou um método, apresentado pela voz de Ângela Pralini, em Um Sopro de Vida. A personagem fala de "técnica de liberdade". Também na pintura, como na escrita, Clarice não está presa a modelos. Ela está permanentemente a experimentar, mas não se trata de um experimentalismo artificioso. Ela olhou de frente o escuro, como pouco fizeram.
Fonte: aqui.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Redes sociais: desabafos, excessos e riscos


O que leva uma pessoa perspicaz e culturalmente preparada à exposição desmedida via redes sociais?
Há pouco tempo, acompanhei de perto um fato que demonstrou, na prática, as consequências negativas geradas pela atitude de emitir opiniões impensadas via internet. O caso envolveu um alto-executivo que teve sua reputação, construída durante anos de esforço e dedicação, comprometida por desabafos expostos nas redes sociais.
Prestes a ser contratado por uma grande empresa para o cargo de diretor, o executivo teve suas pretensões comprometidas, depois de a área de Recursos Humanos localizar postagens no facebook e twitter, nas quais ele criticava uma companhia onde havia trabalhado. A consequência foi fatal, pelo menos para aquele momento da sua vida. Em poucos minutos, ele teve a imagem profissional, sua “marca”, destruída. Nada mais desalentador para quem estava, em primeiro lugar, entre os três melhores candidatos.
Este caso leva-nos a refletir sobre o porquê e os riscos do uso inconsequente da internet. As novas tecnologias de comunicação estão aí à disposição de todos que queiram emitir seus pensamentos e ações, mas não levamos em conta o caráter público da comunicação virtual, ou seja, que o acesso às informações individuais também é livre, assim como a emissão. Elas podem ser abertas e lidas nas telas dos computadores de todos que se dispõem a procurá-las.
Mas o que leva uma pessoa perspicaz e culturalmente preparada à exposição desmedida via redes sociais? Acredito que de forma inconsciente somos levados pela maré, movidos pela hegemonia da autoexposição, própria da atual Sociedade Excitada conceituada pelo filósofo alemão Christoph Türcke, época em que “quem não chama a atenção constantemente para si, quem não causa uma sensação corre o risco de não ser percebido”.
De acordo com o autor, o homem contemporâneo sofre da compulsão de emitir opiniões para marcar sua presença “porque mais importante do que fazer uma boa figura é fazer alguma figura”. Graças à internet, podemos estar na mídia, sem a necessidade de mediadores. Podemos fazer nossa autopropaganda independente de intermediários. E como, hoje, “ser é ser percebido” a presença nas redes sociais tornou-se um vício da pós-modernidade, que pode fazer de nós vítimas das emissões de opiniões irrefletidas e infundadas.
Como ‘twitteiro’, constato diariamente, na prática, a teoria elaborada por Türcke. Todos querem estar na rede. E muitos fazem da internet um espaço de contraponto de opiniões emocionais, radicais e intempestivas. Agem por impulso, esquecendo-se de que, com certeza, essas posições serão consideradas por alguém, que, na ausência de interação humana, na impessoalidade da comunicação virtual, fará seus próprios julgamentos e dará sua sentença. E qualquer um pode ser a próxima vítima.
Denis Mello - diretor-presidente do FBDE | NEXION Consulting - www.fbde.com.br - Consultores e Auditores em Marketing, Vendas e Gestão Empresarial.

sábado, 27 de abril de 2013

Cargo de Psicopedagogo - Minas precisa seguir esse exemplo de São Paulo!


APROVADO PROJETO DE LEI DE INCLUSÃO DO CARGO DE PSICOPEDAGOGO NA REDE MUNICIPAL DE ENSINO DE SÃO PAULO

A Associação Brasileira de Psicopedagogia comunica que em 26.03.2013 foi aprovado na Câmara Municipal de São Paulo, o Projeto de Lei 11/2005 de autoria do Vereador Goulart que trata da inclusão do cargo de psicopedagogo em toda a Rede Municipal de Ensino de São Paulo, com o objetivo de diagnosticar e prevenir problemas de aprendizagem em alunos de instituições de Educação Infantil e Ensino Fundamental. O PL segue agora para análise do Executivo e, sendo sancionado, torna-se lei. A ABPp, em nome dos psicopedagogos, agradece o empenho do Vereador Goulart que acreditou na proposta que a ABPp lhe apresentou, colocando-a na forma deste PL, cuja aprovação, com certeza, é mais uma conquista da dedicação e do trabalho que vem sendo desenvolvido em prol da Psicopedagogia e especialmente de seus associados.
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Nota:

A Associação Brasileira de Psicopedagogia - ABPp - fundada em 12 de novembro de 1980, é uma entidade civil, sem fins lucrativos com sede e foro na cidade de São Paulo, de abrangência nacional (representada estadualmente por 15 Seções e 3 Núcleos). Como único órgão que representa a classe dos psicopedagogos brasileiros, vem a público esclarecer que:
• a atuação profissional é garantida por uma formação especifica que ocorre em instituições de ensino, devidamente credenciadas. Sendo assim, toda e qualquer ação psicopedagógica é privilégio de graduados e pós-graduados em curso de Psicopedagogia oficialmente reconhecidos pelo MEC e de posse do certificado de conclusão do curso;
• as ações do Psicopedagogo e os compromissos de conduta deste profissional são regidos pelas premissas pautadas pelo Código de Ética do Psicopedagogo, cuja última edição revista e revisada foi aprovada em Assembleia Geral Extraordinária em 05/11/2011, especialmente convocada para este fim;
• o Código de Ética tem o propósito de estabelecer parâmetros e orientar os profissionais da Psicopedagogia brasileira quanto aos princípios, normas e valores ponderados à boa conduta profissional, estabelecendo diretrizes para o exercício da Psicopedagogia.
A ABPp alerta que existem informações e conteúdos divulgados na WEB que não são fidedignos às orientações e diretrizes que emanam desta instituição quanto à formação e atuação profissional do psicopedagogo.

A ABPp, como órgão representante desta classe, repudia a disponibilização irresponsável de instrumentos, técnicas, modelos de contratos e pareceres, relatórios e laudos, assim como de testes (mesmo aqueles que são de uso exclusivo da Psicopedagogia), entendendo que este material deve ser disponibilizado apenas em espaços adequados à formação do psicopedagogo, acompanhado de competente orientação.

O Conselho Nacional da ABPp espera contar com o apoio dos psicopedagogos brasileiros na defesa dos princípios éticos do exercício profissional do psicopedagogo e na denúncia de todo e qualquer ato que infrinja o seu Código de Ética na certeza de que o cumprimento das diretrizes ali propostas contribuem para cristalizar a identidade do Psicopedagogo no Brasil, fortalecendo cada vez mais seu compromisso com a transparência, seriedade e ética e também com as práticas de cidadania, premissas estas pautadas como essenciais para a formação de uma sociedade melhor e mais justa.
*Quézia Bombonatto Presidente Nacional Associação Brasileira De Psicopedagogia