sábado, 8 de setembro de 2012

Incentivo à leitura com fábulas



"Uns sem número de definições sobre o ato de ler foram elaborados. Para alguns seria extrair o significado do texto, para outros ainda, seria atribuir um significado. De forma geral, poderíamos dizer que a leitura é basicamente um processo de representação, já que envolve o sentido da visão. LEFFA afirma que “É reconhecer o mundo através de espelhos que nos oferecem uma visão fragmentada do mundo”, sendo assim, a verdadeira leitura só é possível quando se tem conhecimento prévio desse mundo.

Ler o mundo, mesmo antes do acesso ao mundo letrado realizamos esse tipo leitura. Crianças muito pequenas ainda, ou pessoas iletradas, lançam mão deste recurso para realizar a leitura. Segundo LEFFA, sem triangulação não há leitura, ou seja, é preciso associar a leitura a um conhecimento internalizado. Por exemplo, um bebê associa a imagem da mãe ao ato da alimentação, ao aconchego ou sensação de bem-estar, por isso, chora quando não a vê e sorri ou manifesta contentamento quando esta está presente.

Assim, também, uma mesma imagem pode trazer diferentes sensações, de acordo com as experiências vividas por cada um. Então, uma casa vai oferecer tantas leituras quantos forem às posições de cada um dos observadores em relação à casa. O arquiteto fará uma leitura arquitetônica, o sociólogo uma leitura sociológica, o ladrão uma leitura estratégica, e assim por diante. 

No sentido de que ler é o extrair significado do texto, temas o foco da leitura no texto, que, de acordo com esta concepção, tem um significado preciso, exato e completo, que o leitor minerador pode obter através do esforço e da persistência.

A leitura deve ser cuidadosa e acompanhada de dicionário sempre que surge alguma dúvida em relação ao significado de alguma palavra, adivinhação de palavras novas deve ser evitada porque a leitura é um processo exato e a compreensão não aceita aproximações.

Esta tendência, porém, apresentam sérias limitações, o verbo extrair não reflete o que realmente acontece na leitura, pois o conteúdo não se transfere do texto para o leitor, mas antes se reproduz no leito, sem deixar de permanecer no texto.




O LEITOR COMPETENTE
Ler é compreender o texto e compreender é um processo de construção de significados sobre o texto que pretendemos compreender.

Para ler é preciso ter objetivos, saber para quê ler o texto, encontrar sentido no fato de efetuar a esforço cognitivo que pressupõe a leitura. Para que possa se lançar no terreno da leitura, o leitor precisa ter conhecimentos prévios sobre o que se propõe a ler, e a partir de então elaborar esquemas, como as descrito por COLL (1990), que o levem a compreensão, escolhendo as estratégias que devem ser utilizadas para aquele determinado texto. 

No contato com o novo no texto nosso conhecimento anterior sofreu uma reorganização, tornou-se mais completo e mais complexo, permitindo relacioná-lo a novos conceitos, e por isso, podemos dizer que aprendemos.

Um leitor competente é capaz de selecionar, diante dos inúmeras possibilidades de leitura que circulam socialmente, aquelas que podem atender a sua necessidade, utilizando as estratégias de leitura adequadas para apropriar-se do texto.

O leitor competente compreende o que lê, identifica elementos implícitos, relaciona o texto que lê a outras já lidas, sabe que vários sentidos podem ser atribuídos a um texto, justifica e valida a sua leitura a partir da localização de elementos discursivos. Este amadurecimento só pode constituir-se mediante uma prática constante de leitura de texto diversos.




FÁBULA
A fábula é uma história narrativa que surgiu no oriente, mas foi particularmente desenvolvido por um escravo chamado Esopo, que viveu no século 6.a.c., na Grécia antiga.

Esopo inventava histórias em que os animais eram os personagens. Por meio dos diálogos entre os bichos e das situações que os envolviam, ele procurava transmitir, sabedoria de caratê moral ao homem. 

Assim, os animas, nas fábulas, tornam-se exemplos para o ser humano. Cada bicho simboliza algum aspecto ou qualidade do homem como, por exemplo, o leão representa a força; a raposa, a astúcia; a formiga, o trabalho etc.

É uma narrativa inverossímil, com fundo didático. Quando os personagens são seres inanimados, objetos, a fábula recebe o nome de apólogo. A temática é variada e contempla tópicos como a vitória da fraqueza saber a força, da bondade sobre a astúcia e a derrota de preguiçosas.

A fábula já era cultivada entre Assírios e Babilônios, na entanto foi o grego Esopo que consagrou o gênero.

La Fontaine foi outro grande fabulista, imprimindo à fábula grande refinamento George Orwell, com sua Revolução dos Bichos (animal Farm.), compôs uma fábula (embora em um sentido mais amplo e de sátira política).

As literaturas portuguesa e brasileira também cultivaram o gênero com Sá de Miranda, Diogo Bernardes, Manoel de Melo, Bocage, Monteiro Lobato e outros. Uma fábula é um conto em que os personagens falam sendo animais e que há sempre."


Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO - Cursos Online : Mais de 900 cursos online com certificado 
http://www.portaleducacao.com.br/pedagogia/artigos/15973/incentivo-a-leitura-com-fabulas?utm_source=ALLINMAIL&utm_medium=email&utm_content=39779710&utm_campaign=Top%2010%20-%20Pedagogia%20e%20Educacao%20-%20052&utm_term=t92.yuw.wah1.gdvh.g.qh.b.x.lh.rmcl.n.w.ysd.wb#ixzz25w7FsF14
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