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quarta-feira, 22 de junho de 2011

Desafio



Com essa imagem/scrap abaixo, participei do desafio proposto pela amiga Lu Cavichioli, do Escritos na Memória.
Inicialmente, ela colocou seu poema:


Quando o Camaleão tem Fome

Na alegoria das cores
ouso trocar minha roupa,
dançando sobre
metarmofoses do mimetismo.

No país das árvores
filhas do pau-brasil,
insetos fossilizados
não bastam...

Línguas continuam
vazias....

Barrigas órfãs!
*todos os direitos reservados
by Lu Cavichioli


...e nos desafiou a escrever um texto poético sobre o tema.
Observadas as regrinhas, criei o meu:



Re(solução)

Parte I

É preciso dançar e bailar...rodopiar na ponta dos pés...É preciso andar nas nuvens, cantarcom as crianças, nadar em mares bravios, lançar mão de sonhos antigos, reconsiderar amores perdidos, jogar fora correntes... pra que o discurso não fique vazio, e a fome não seja imperativa, e os ventres famintos possam deixar a orfandade e encontrar seu verdadeiro destino...e que encontrem novamente a eterna magia de Amar !

É necessário (e urgente!) pudor! é hora de realizar aquilo que para o crente pertence ao mundo da esperada alegria... e da extinta esperança! Da leal amizade e da gentil fraternidade!

Camaleão amigo, alma de escol que tu és, troca tuas fraldas de criança pelas vestes e armaduras do alpinista! Muda suavemente tuas vestes e (re)veste-te de ouro agora, e por todo o sempre... pois a alquimia já foi convocada a participar desta festa – régia e majestosa – na redenção escatológica do ReinoHumano! Modifica saberes e óticas, reintegra ainda uma vez os átomos, que antes de tudo alquimia é Arte. Completa. E realizada a obra, mistura os ingredientes mais nobres. Dignamente. Na solução perfeita!

...Há que se ter apenas coragem e fibra para nortear e empreender o perigoso caminho !...


Parte II

Na teia desta floresta, carregada de paus-brasis, alquimia e mimetismo se misturam, sutis...e se fundem, mãos dadas, lado a lado, na missão etérea de dar do que comer ao último dos Camaleões. Faminto. Apenas e tão-somente do último dos ingredientes...cognome Amor.

by Graça Lacerda

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E fui premiada com um exemplar de sua coletânea poética!!
Obrigada, Lu, pela oportunidade e interação! Valeu muito participar...
O Prêmio Lagartixa saiu também para Rodolfo Barcellos. Parabéns a esse moço hilário e poético.
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