quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Fragmentos de meu Curso




Discorra sobre a problemática da definição da identidade na adolescência. Por que há tantos questionamentos e indefinições? Por que os jovens geralmente preferem a convivência em grupos que em família?


Minha opinião


Problemática da definição da identidade na adolescência


Questionamentos. Indefinições. Preferências de relacionamento. Assim é a adolescência - é o período da vida do ser humano em que, devido a várias mudanças homonais, ocorrem as transformações mais aparentes em seu corpo. É a fase onde ele toma consciência de seu novo espaço no mundo e essa nova entrada no mundo produz confusão de conceitos e perda de referências.Por essa razão, essa etapa da vida gera uma crise com muitos sofrimentos e conflitos para ele.É uma etapa permeada de situações angustiantes, dúvidas, inseguranças e incertezas quanto ao 'amanhã'. Diante dessa realidade, e por esse motivo, os adultos possuem um papel fundamental em seu desenvolvimento (que para ser assegurado de forma saudável, estimulante, protegida), deverão asssumir uma perspectiva pedagógica de diálogo, respeito e referência para a construção de limites e de cuidados para com ele: nem autoritarismo (que reprime a construção da autonomia), nem a ausência da orientação. Segundo Sérgio Ozella, PUCSP, para relatório da UNICEF 2011, "os adolescentes esperam dos adultos (justamente) esse papel de guiar e conversar."
Grupo Familiar X Grupo de Amigos
É natural que os adolescentes prefiram seus grupos de amigos a seus familiares, porque eles possuem os mesmos interesses,  e têm gostos e desejos afins; portanto, eles se identificam com facilidade com esses grupos. Essa identificação é mais 'amigável' e menos conflitante, porque não há cobranças por parte de amigos - eles se aceitam (ou não), eles se amam (ou não) e essa seleção também é natural. E, a família, por sua vez representa a contramão de seus mais emergentes interesses, tudo aquilo que eles esperam, desejam, anseiam. Pelo excesso de cuidado e zelo, e a falta total de escuta, pais de adolescentes costumam cobrar mais do que deveriam, corrigem mais do que necessário e ainda apontam-lhes caminhos que eles, definitivamente, não querem seguir! A família, infelizmente, nessa etapa da vida do adolescente, não vai de encontro a seus interesses sociais, e por isso ele se afasta desse núcleo (pais e irmãos mais velhos), por representarem para ele uma ameaça à sua liberdade, que é tolhida com atitudes totalmente autoritárias.
Há um detalhe curioso e importante no Relatório O Direito de Ser Adolescente - Situação da Adolescência Brasileira 2011, através da representante do UNICEF no Brasil, Marie-Pierre Poirrier, em que ela declara: "nascer branco, ou negro, ou indígena, viver no Semiárido, na Amazônia ou numa comunidade popular nos grandes centros urbanos, ser menino ou menina, ter deficiência ainda determinam de forma cruel as possibilidades que os adolescentes têm de exercer seus direitos à saúde, à educação, (...). Tais vulnerabilidades e desigualdades precisam ser enfrentadas e superadas." Aqui, abro um parênteses, para um alerta aos testemunhos dos adolescentes das diversas classes (e grupos) sociais, entrevistados para esse relatório, onde vemos muito clara e nítida a situação de sofrimento que essas desigualdades provocam em suas vidas de adolescentes. Marie-Pierre ainda acrescenta: "Os adolescentes não são um grupo em si. Não são crianças grandes nem futuros adultos." Com essa afirmação, creio que estariam explicados a nebulosidade e o sofrimento que caracterizam a fase mais difícil (e cheia de incertezas!) da vida do ser humano. 
Fonte: Relatório UNICEF 2011 - 

Resposta da Tutora Mestra SAMIRA BISSOLI SALEME: 

Oi, Graça
Riquíssimo seu trabalho! Muito pertinentes suas colocações. O termo que trouxe à discussão (vulnerabilidade) está sempre muito relacionado à questão da resiliência, e é um tema interessantíssimo de se abordar!
Desejo um excelente curso a você, e sucesso em sua carreira.  A Educação é um desafio diário, que pode se transformar em fonte de grandes realizações!
Um abraço,
Samira.



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