quinta-feira, 14 de julho de 2011

Re(cantos) de mim: um breve olhar

(imagem:alteredpagening)

Lu, poetiza querida,

tudo que gostaria de dizer a respeito de seus belíssimos poemas está justamente em eles encerrarem uma Virtude que  na verdade desses meus anos (mãos dadas com a Literatura), jamais vi uma coletânea como a do Re(cantos)!!
Uma riqueza inigualável!  Com recursos linguísticos e estilísticos incríveis, você impressiona e emociona o leitor! 
E comprovarei minha tese, numa análise rápida : de um modo geral, poemas modernistas em sua maioria - versos livres e soltos como os seus - e ainda  os poemas concretos (que aboliram propositalmente laços sintáticos)...todos possuem um acervo de palavras carregadas de concretude, frieza, e não ousaria afirmar, destituídos de todo de emoção. 
Mas você, não, Lu Cavichioli. Seu acervo de palavras é de uma leveza ímpar, bem escolhido no fundo dessa tua alma suave,  que conferem BRILHO  e ILUMINAÇÃO a seus versos:

pérolas
perfume
anil
aquarela
madrepérola
luminária
prata
estrelas
plumas
vinho
espuma
emoção
crisálida
arabescos
ladrilho
sinfonias
giz
jardim
solstício
névoa
véus
fluidos
bruxas
fadas
pôr do sol
flutuações
colorê
cantigas
segredos
nuance
algodão doce
serenata
templos
cetim
canção
vozes
cantiga
sonata
floresta
porcelana
campos de verão

O que são essas palavras, senão suavidade e leveza??? O valor semântico desse acervo, embora em contextos diferenciados e  colocados graciosamente em capítulos, teceram, talvez sem você saber,  uma linda e maravilhosa COLCHA DE RETALHOS chamada Re(cantos) de Mim!!  Acetinada, bordada, com flores e matizes da mais fina seda e da mais requintada laise importada, de dentro do seu âmago cantante. Foste buscar o mais fino linho dourado para tecer esses versos!
Parabéns, e muito obrigada por promover um concurso entre amigos como forma gentil de presentear esse teu 'livro-obra de arte' envolvente e única.
Não preciso dizer que aprendo muito com você!

Beijos líricos (porque minha alma canta),
Graça Lacerda


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