terça-feira, 24 de novembro de 2009

Blogagem Coletiva - 24/11/2009

O melhor eu não vivi!

Tinha eu meus dezessete anos, ele, dezenove. Em uma dessas raras peças que o destino pensa que nos prega, fui aconselhada por adultos a fazer um passeio...

Não podia nunca supor nem adivinhar o que estaria me aguardando então. Que viagem foi aquela, meu Deus!

Chegamos ao lugar escolhido, e à noite decidimos sair um pouco, ver as ruas do lugar e conhecer novas pessoas. À noitinha, a luz clara da lua e das estrelas pareciam dar as boas vindas à Terra, ou era nosso lindo planeta saudando aquele estonteante céu iluminado!...

Com toda essa magia contagiante, cheguei a uma casa enorme, linda e aconchegante, pessoas rindo e falando felizes, com simplicidade de alma e de coração tão fortes, que a visão daquele paraíso me enlaçou instantaneamente.

Lá estava ele, ao pé do fogo da lareira, parecendo recordar o que tivera sido ou a perscrutar, tentando adivinhar, o que seria ele, dali em diante...

Absorto e...lindo!!! Assim eu o vi, e o encanto não se fez demorar: até a música que estavam ouvindo no momento parecia ter-nos escolhido para ser executada. Ao som de Love is All nossos olhares se cruzaram e nossas almas se encontraram, mudando nossas vidas para sempre!

Lá fora, o luar garoando no jardim parecia ser cúmplice também da magia desse encontro... Aqueles lindos e profundos olhos negros acabavam de me confirmar que a felicidade viria devagarinho... mansa e quieta como os suspiros que daríamos anos e anos depois!!!

Fiquei possuída de sua expressão e um silêncio sem fim tomou conta de nossos corações, transfigurou-nos e ficamos os dois ali : presente, passado e futuro fundindo-se em um tempo único, o nosso tempo.

Lá fora, a luz da lua já se esvaía e nós antevíamos que essa felicidade não penetrava os padrões materiais do nosso mundo!

Era legítimo esse sentimento como o néctar puríssimo das flores!– um amor que cresceu, ultrapassou fronteiras, de mundos e de preconceitos, febril, tímido, casto, feliz e ingênuo. Indescritível, pleno, intenso, maduro a ponto de ser colhido!

Um amor que soube ser fiel, numa doce e deliciosa fidelidade!!! Uma entrega total de almas, e tal era a sua intensidade que nos imaginávamos desfalecidos diante dessa felicidade!!!

Tínhamos a mais absoluta certeza de que Deus marcou de eternidade esse encontro.

Sabíamos dividir com todos esse amor, sem nos tornarmos egoístas, o que é próprio das pessoas apaixonadas. Nós éramos abertos e livres e todos admiravam esse amor louco e seguro, altruísta e maduro, desprendido e generoso...

Um amor que nos fez crescer, que nos fez sofrer, que nos fez sonhar, que nos fez chorar!

Para sempre vibrará esse eco sonoro em meu coração e mais ainda, em minha alma, ao lembrar de suas palavras cobrando uma promessa feita ingenuamente por mim: - será um conto de amor? – ao afirmar que ainda registraria, um dia, esse nosso lindo amor.

Nunca tive coragem de cumprir minha promessa, meu amor, mas hoje o faço com lágrimas nos olhos, porque você não poderá mais ver nem ler minha promessa inteiramente cumprida.

Diante de Deus que eternizou nossa história... aqui está.

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Meus amados Rebeca e Jota Cê:

Quero agradecer a oportunidade única que me deram de escrever essa história verídica de minha vida; adolescente, sim, porém madura e perfeita como é o amor lindo de vocês dois!!!

Beijos......

nectar-da-flor.blogspot.com

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