sexta-feira, 6 de novembro de 2009

A força das Palavras...


"Educação Moral e Cívica não era apenas uma disciplina escolar, mas antes uma doutrina que caminhava lado a lado da Segurança Nacional" no período militar, conforme afirmam Vanessa Kern de Abreu eGeraldo Inácio Filho em seu
Programa de Pós-Graduação em Educação -
Universidade Federal de Uberlândia.
Era, portanto, DOUTRINA, DISCIPLINA E
PRÁTICA EDUCATIVA, conforme título do Artigo.
Atendendo a pedido de meu amigo Marco Santos, (do antigasternuras.blogspot.com) resolvi adiantar este post...


ALFABETO CÍVICO

(Atividades/continuação do Projeto Para a Paz: FAZER ADORMECER E FAZER ACORDAR PALAVRAS)




A..................Amor, autoridade, aluno, atitude, ação, autenticidade, artilharia, arsenal, ardor, augusto, audácia, altivo, altivez, altaneiro, albor, alvorecer, aurora, alvorada, aliança, aulas.
B..................rasil, brasileiro, brasão, brado, bárbaro, bandeira, batalhão, bravo, bravio, batalha, bravura, bonança, berço, bússola, bem.
C..................ivismo, cidadania, cívico, crescimento, correção, conquista, competência, cultura, consciência, construção, conhecimento, cuidado, canto, clarim, clemência, clarão, caráter, comemoração, cores, cumprimento, comportamento, coroa, combate, calmaria.
D..................outrina, disciplina, diálogo, Deus, dever, desfiles, defesa, disposição, direito, destemor, destemido, dignidade, (não) discriminação, democracia, discípulo, desenvolvimento.
E..................naltecimento, educação, Estado, estadista, ensino, ética, evolução, evento, Exército, equilíbrio, enfeites, esperança, eflúvio, enleio, esplendor, estrada, espada, exaltação, excelso, escola.
F..................orça, formação, fraternidade, feroz, família, fortaleza, fecundidade, festividade, fremente, florestas, florão, futuro, fulgor, farol, Forças Armadas, farda, façanhas.
G..................randeza, gratidão, gigante, gente, gentil, guerreiro, guerra, governador, governo, garbo, garra, gozo, glória.
H..................erói, heroísmo, hino, heroico, honesto, honestidade, honra, hierarquia, humano, humanidade, história.
I...................deal, idealismo, impávido, inteligência, Instituição, informação.
J..................ustiça, jovem, juvenil, juventude.
K.................
L.................ei, liberdade, lisura, luta, lume, louros, lampejos, labor, laurel, lealdade.
M................oral, missão, mapas, mestre, mastro, magno, marcha, mártir, magnitude, memória, militar.
N.................acionalismo, nação, normas, nobreza, nobre.
O.................ordem, obediência, organização, opinião, ouro, opulência, orgulho, ousadia.
P.................aís, patriota, patriotismo, potência, palavras, plangente, pendão, peito, policial, pavilhão, penhor, pátria, política, presidente, parada, produção, prefeito, progresso, professor, passado, presente, participação, povo, patrimônio, prudente, preito, poder, Panteão, paz, pacífico, porvir.
Q.................uestionamentos...
R.................esponsabilidade, rigidez, riqueza, respeito, remissão, resplandecente, radiante, rigor, razão, raça.
S..................egurança, semente, selva, sociedade, soldado, solenidade, sinceridade, singrar, saber, saudação, sagrado, sublime, símbolo, solidariedade, soberania, sobranceiro, serviço.
T.................rabalho, trabalhador, tradição, trincheira, tesouro, talento, triunfo.
U.................nidade, união.
V.................ultos, Vida, vitória, valor, valente, vínculo, virtude, vigor, ventura, veneração, viril, varonil.
W................(tem aquele...)
X.................(será que tem?)
Y.................(não lembramos)
Z.................zelo (sugestão do meu primo Guilherme, estudante do CENEC, 1º ano EM)
Obs.: aguardamos sugestões!!!

PROJETO INTERDISCIPLINAR:

Justificativa: Nossos jovens e nossas crianças, hoje, não têm como aproveitar a riqueza que foi o momento da implementação e da vivência da disciplina de Moral e Cívica nos Currículos escolares dos anos 70. Os adultos de bem que o digam, e mesmo não apreciando na época, hoje eles entendem e sabem o quanto essa matéria (que funcionava também como uma "doutrina e prática educativa") integrou o seu universo interior, moldou o seu comportamento social e forjou o seu caráter. VERDADEIRAS PÉROLAS.

Estratégias:
Contextualização das palavras (através da leitura de poemas e textos relacionados), utilizando-as com propriedade.

Objetivo geral: através de uma prática educativa, incutir nos alunos palavras do universo cívico, as quais já não mais estão fazendo parte do seu dia-a dia.
Objetivos específicos:
a) Resgatar, no docente de hoje, aquele espírito "patriótico" de algumas décadas atrás.
b) Fazer com que percebam que, mesmo diante de todos esses fatos que vimos enfrentando hoje em nosso país, nosso sentimento de orgulho pela "pátria nossa" deve ser, e muito, preservado, conservado e colocado em prática.
c) Levar os alunos a considerarem que: estas palavras do universo cívico podem e devem fazer parte de seu universo diário, tais como verdadeiras e belas pérolas a serem admiradas.
Atividades para gravá-las:
1. As palavras já estão em ordem alfabética - colocá-las agora em ordem rigorosamente alfabética.
2. Verificar, nos hinos e poemas, de onde foram retiradas essas palavras e acrescentar mais algumas. (Pesquisa).
3. Utilizar o dicionário para formar frases com a união de, no mínimo, cinco palavras.
4. Ilustrar, em papel "cançon" aquelas que mais chamaram a atenção.(Arte).
5.Em equipe, construir cenas, cenários, imaginar roupas (indumentárias), criar diálogos e narração para encenar o que foi proposto.(Dramatização)
6. Escolher 20 palavras e traduzir/verter para o inglês.
7. Confecção de caixinhas artesanais para guardar as palavras: A, B, C, D ... (Arte)
8. Observar, na prática, o colega mais próximo: se mudou de conduta, revelando um comportamento mais ético, respeitoso e solidário.
9. Fazer a "espinha de peixe".
10. Fazer levantamento de hipóteses, dados e estatística. Soluções para problemas levantados. (Gráficos-Matemática).
11. Confeccionar o "acervo rotativo" ( ilustrando-o com gravuras de revistas e jornais).
12. Assistir a noticiários atuais (para comentários em plenária).
13. Interpretação do Hino Nacional.
14. Ordem Direta do Hino.
15.Paródia do Hino Nacional Brasileiro do jornalista José Simão- criar uma paródia, a partir do modelo.
16. Observar que há somente um (01) verbo dentre todas essas palavras. Localizá-lo. Mudar a classe de palavra (substantivos e adjetivos), criando alguns outros.
17. Montagem de um "dossiê da Pátria", observando a Linha do Tempo.(História e afins transversais).
18. Estudo de caso de nosso "momento histórico": através de leitura de jornais, revistas, noticiário da TV e blogs de jornalistas, verificar que palavras estão sendo "judiadas", deixando de serem cumpridas. Justificar com texto e autoria.
19. Verificar, na História de outros países, através da literatura (leitura de obras consagradas), a semelhança entre o sentimento cívico, desse, com o do nosso país, bem como costumes, observações, rituais e festividades cívicas, nacionais. (História e Literatura).
Onde aplicar:
Nas escolas, nas salas de aula, na comunidade, na vida.
Quando aplicar (tempo):
Sempre: flexível, eterno e interminável é o Projeto que promulga a moral, o civismo, os bons costumes.
Culminância:
Que os jovens, as crianças (e os adultos) possam, a partir do conhecimento e prática desse Projeto, VIVENCIAR os objetivos propostos.

Colegas,
esta é apenas uma pequena sugestão de trabalho. Poderão acrescentar muitas outras, livremente!

POEMAS:

Leiam e vejam agora que lindo (e emocionante) post de minha amiga Paula do quintaldapaula.blogspot.com

ESTOU VELHO
Não gosto dos sem terra. Dizem que isto é ser reacionário, mas não gosto de vê-los invadindo fazendas, parando estradas, ocupando linhas de trens, quebrando repartições públicas, tentando parar o lento progresso do Brasil.


Estou velho.


Não acredito em cotas para negros e índios. Dizem que sou racista. Mas para mim racista é quem julga negros e índios incapazes de competir com os brancos em pé de igualdade. Eu acho que a cor da pele não pode servir de pretexto para discriminar, mas também não devia ser fonte para privilégios imerecidos, provocando cenas ridículas de brancos querendo se passar por negros.


Estou muito velho.


Não quero ouvir mais noticias de pessoas morrendo de dengue. Tapo os ouvidos e fecho os olhos, mas continuo a ouvir e ver. Não quero saber de crianças sendo arrastadas em carros por bandidos, ou de uma menininha jogada pela janela em plena flor de idade. Ou de meninos esquartejados pelos pais por serem 'levados'... Meu coração não tem mais força para sentir emoções. Me sinto mais velho que o Oscar Niemeyer. Ele, velho como
é, ainda acredita em comunismo, coisa que deixou de existir.


Eu não acredito em nada. Estou cansado de quererem me culpar por não ser pobre, por ter casa, carro, e outros bens, todos adquiridos com honestidade, por ser amado por minha mulher e filhos.


Nada mais me comove... Estou bem envelhecido.


E acabo de cometer mais um erro! Descobri que ainda sou capaz de me comover e de me emocionar. O patriotismo de uma jovem de Joinville usando a letra do Hino Nacional para mostrar o seu amor pelo Brasil me comoveu.


Na cidade de Joinville houve um concurso de redação na rede municipal de ensino. O título recomendado pela professora foi: 'Dai pão a quem tem fome'. Incrível, mas o primeiro lugar foi conquistado por uma menina de apenas 14 anos de idade.


E ela se inspirou exatamente na letra de nosso Hino Nacional para redigir um texto, que demonstra que os brasileiros verde amarelos precisam perceber o verdadeiro sentido de patriotismo. Leiam o que escreveu essa jovem. É uma demonstração pura de amor à Pátria e uma lição a tantos brasileiros que já não sabem mais o que é este sentimento cívico.

"Certa noite, ao entrar em minha sala de aula, vi num mapa-mundi, o nosso Brasil chorar:


O que houve, meu Brasil brasileiro? Perguntei-lhe! E ele, espreguiçando-se em seu berço esplêndido, esparramado e verdejante sobre a América do Sul, respondeu chorando, com suas lágrimas amazônicas: Estou sofrendo. Vejam o que estão fazendo comigo...Antes, os meus bosques tinham mais flores e meus seios mais amores. Meu povo era heróico e os seus brados retumbantes.


O sol da liberdade era mais fúlgido e brilhava no céu a todo instante. Onde anda a liberdade, onde estão os braços fortes? Eu era a Pátria amada, idolatrada. Havia paz no futuro e glórias no passado. Nenhum filho meu fugia à luta. Eu era a terra adorada e dos filhos deste solo era a mãe gentil.


Eu era gigante pela própria natureza, que hoje devastam e queimam, sem nenhum homem de coragem que às margens plácidas de algum riachinho, tenha a coragem de gritar mais alto para libertar-me desses novos tiranos que ousam roubar o verde louro de minha flâmula. Eu, não suportando as chorosas queixas do Brasil, fui para o jardim. Era noite e pude ver a imagem do Cruzeiro que resplandece no lábaro que o nosso país ostenta estrelado.

Pensei... Conseguiremos salvar esse país sem braços fortes? Pensei mais....Quem nos devolverá a grandeza que a Pátria nos traz? Voltei à sala, mas encontrei o mapa silencioso e mudo, como uma criança dormindo em seu berço esplêndido.'”
ARQUIVEI EM PRÁ PENSAR NA CAMA
(Quintaldapaula.blogspot.com)



E deliciem-se agora com isso (!) por favor:


Meus cadernos escolares tinham esta capa, aí, à direita. E esta contracapa, aí na esquerda. Você acha cafona? Brega? Patriótica demais?
Tudo bem. Respeito a sua opinião. Só que hoje, quem estudou com estes cadernos, tem uma antiga ternura para lembrar. Acho difícil que daqui a trinta anos alguém vá lembrar de um caderno especial que teve com o Dado Dolabella na capa.
Hoje, lembro com sorriso nostálgico que meus cadernos de antigamente, incentivavam o amor pela Pátria e ensinavam a cantar o Hino Nacional. (Saber cantar o Hino Nacional, além do seu valor cívico de símbolo de cidadania, ainda serve para não fazer feio de quatro em quatro anos, na abertura dos jogos da Seleção Brasileira).
*


E vejam mais palavras do meu amigo jornalista Marco Santos, do antigas ternuras:
Há cerca de um ano atrás, escrevi um texto sobre a falta de civilidade e cidadania das pessoas, não só daqui do Rio, mas de diversos outros lugares deste Brasil varonil. Tudo o que está descrito no texto, que republico resumidamente aqui no Antigas Ternuras, continua valendo. Aliás, posso dizer que a situação piorou bastante.
Recentemente fui ao cinema e lá, em diversas ocasiões, eu tive que fazer exercício de respiração, recitar mantras, para não explodir e sair descendo o braço num bando de mal-educados. Pegar um cineminha hoje em dia virou teste para monge budista. Daqueles iluminados, que já transcenderam a existência terrena e sublimam tudo.
O que não é, definitivamente, o meu caso. Fico na poltrona pensando em coisas materiais como escopetas, metralhadora AR-15, bazucas...Que Deus me perdoe.

Viu só, querido aluno? Ninguém suporta mais falta de linha, de respeito, de decência nos lugares que frequentamos... Vamos agir civilizadamente, por favor.É bonito e você vai se sentir muito melhor...

Vejam também que maravilha esse poema de Corrêa Júnior:

Minha Terra

Deus olhou todas as terras do mundo,
E viu que no mundo faltava
Uma terra qualquer, que Ele tinha esquecido
Na semana bíblica da Criação...
Então,
Deus, que estava liricamente amável,
Começou a traçar o seu plano de Artista,
Como se compusesse um poema quinhentista.
Riscou sobre um grande papel verde
Uma porção de desenhos amarelos;
E, depois, lentamente,
Voluptuosamente,
Nessa tarde de divina ternura,
Foi compondo uma paisagem caprichosa...

E mandou que o Sol a tornasse fecunda
E luminosa.
Deu-lhe um chuveiro de estrelas,
Para as noites cálidas; e encheu-a de tudo
Que o espírito e o corpo exalta;
E pôs em tudo um riso primaveril...

E, soprando sobre as caravelas de Cabral,
Segredou para o Atlântico: - "Rumo ao Brasil!...".

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