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domingo, 17 de outubro de 2010

Sextilhas de uma vida

Quem me vê assim tão diferente
De tudo que  apresento, sem murmúrios,
Não sabe que detrás das aparências
Canta e chora e ri tão tristemente
Uma alma  em agruras que corajosamente
Vive e luta com garra e transparência!






Quem me vê cantar alegremente
expondo sonhos que nãosão meus, infelizmente,
Não crê que por detrás das reticências
Plena de paz e risos  (não contente!)
Chora uma alma, que agraciadamente
Ora ao seu Deus, com fé e obediência!





Diante desse quadro, por fim, de uma existência
Resgata, em  paradoxo, um tênue fio
que descortina, enfim, toda aparência
De tudo que já foi e que tem sido
A vida desta pobre escrevente
Que não quis mais do que viver contente!!!


(Graça Lacerda - outubro/2010)
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